O antigo edifício Senador João Vila Boas, localizado na esquina da Avenida Goiás com a Rua 2, no Centro de Goiânia, começou a ser transformado em um empreendimento habitacional voltado à moradia popular. O projeto prevê a criação de 52 apartamentos por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades, com investimento de aproximadamente R$ 12 milhões.
A iniciativa marca uma das primeiras intervenções de retrofit habitacional na capital goiana dentro da estratégia do Governo Federal de reaproveitamento de imóveis públicos ociosos para fins sociais. A obra será executada pelo Movimento pela Reforma Urbana do Estado de Goiás (MRU-GO) e financiada com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS).
Durante o lançamento das obras, a deputada federal Delegada Adriana Accorsi representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a parlamentar, a ocupação residencial de imóveis públicos desativados contribui para a revitalização do Centro de Goiânia ao estimular a circulação de moradores, fortalecer o comércio local e ampliar o acesso à moradia.
O prédio foi doado pela União para a execução do projeto. A previsão é que as obras sejam concluídas em até 18 meses.
Requalificação urbana e habitação popular
A proposta integra a modalidade Retrofit do Minha Casa, Minha Vida, que busca adaptar e modernizar edificações já existentes para uso habitacional. A estratégia tem sido utilizada para recuperar áreas centrais degradadas e ampliar a oferta de moradia em regiões com infraestrutura urbana consolidada.
De acordo com representantes do Ministério das Cidades presentes no evento, o governo federal retomou o programa Minha Casa, Minha Vida em 2023 e tem ampliado o uso de imóveis públicos para projetos habitacionais de interesse social.
A superintendência do Patrimônio da União em Goiás participou do processo de destinação do imóvel. Segundo o órgão, a diretriz federal é priorizar o uso social de prédios públicos sem utilização.
Como será o residencial
O futuro Residencial Altino Alves Teixeira terá 13 pavimentos e manterá características originais da arquitetura art déco do edifício, preservando elementos históricos da construção.
Os 52 apartamentos contarão com acessibilidade para pessoas com deficiência e serão distribuídos em duas tipologias, com áreas privativas de 32,10 m² e 48,67 m². As unidades terão dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.
O projeto também prevê espaços de convivência coletiva, como salão de festas, brinquedoteca e biblioteca.
O que está em jogo
A transformação do edifício reforça uma tendência observada em grandes cidades brasileiras: a utilização de imóveis públicos subutilizados para ampliar a oferta habitacional e incentivar a reocupação dos centros urbanos. Em Goiânia, a iniciativa pode servir de modelo para novos projetos de retrofit voltados à moradia popular na região central da capital.
