A ordem unida na base governista é de vitória no primeiro turno. “Vamos eleger Daniel (Vilela) no primeiro turno”, disse o ex-governador Ronaldo Caiado no encontro de Uruaçu neste sábado, 13.
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A frase foi pronunciada no palanque, em tom de entusiasmo, e funciona como senha. Voz de comando do chefe da coisa toda.
Repetida, mais certo observar. Já no primeiro evento de pré-campanha oficial, em Jaraguá, o clima era esse. Prosseguiu. Chegou com força e fé em Uruaçu, estabelecido.
Vencer no primeiro turno é uma ordem porque a avaliação interna segue lógica ditada por pesquisas e por experiência de emedebistas históricos, que comentam entre si o assunto, evitando fazer alarde.
O raciocínio: um candidato ao governo, que lidera as pesquisas, passar ao 2º turno com o 2º colocado colado nos calcanhares, é derrota quase certa. No mínimo, é o que se define como dar chance ao azar.
No uso da máquina como governador, e liderando as pesquisas, Daniel Vilela (MDB) é tratado por todos como favorito. Os fatos mostram.
Marconi Perillo (PSDB) está em segundo, nos levantamentos, e mantém-se com rejeição alta. Isso, segundo qualis respeitadas, não mudou. Ainda. E mais atrás, no retrato de momento, continuam empatados e apartados dos dois primeiros, o pré-candidato do PL, Wilder Morais, e o PT.
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Entre os marconistas, o sentimento é de entusiasmo com um provável – inevitável, para eles – 2º turno. Segundo é outra eleição, comemoram por antecipação.
Os bolsonaristas repetem o discurso: passando o primeiro, a coisa muda. Tem quebra de expectativa de aliados, não haverá mais disputa para deputado e senador, e o cenário da eleição nacional para presidente será outro (se tiver 2º turno também; mas essa é outra história).
Na lembrança de todos está a campanha de 2022, em que Caiado foi reeleito. Por pouco – a avaliação é unânime -, Gustavo Memadanha não foi para a outra fase. Chegou perto, crescendo nas intenções de voto. Se vai… Caiado ganharia? Teria sido reeleito? Absoluta a avaliação de que não.
Ninguém sabe nem saberá se sim ou se não. Não importa. A simples possibilidade, a dúvida lançada ao ar – mudança de chave reeleição fácil para perder ou ganhar “por pouco” -, é suficiente para alimentar esperanças, agonias e desesperos.
Para Daniel, vencer no primeiro turno está além da retórica caiadista. Aproxima-se de tudo ou nada.
Ir para o segundo turno não é Plano B. Para começo de conversa.
