Vale repetir porque a grande notícia até aqui, um mês e pouco antes do início das convenções, é a falta de novidade na pré-campanha pra governador de Goiás.
Neste momento, Daniel Vilela (MDB) governa, Marconi Perillo (PSDB) percorre municípios, Wilder Morais (PL) dá tempo ao tempo e Luiz César Bueno (PT)… Luiz César acabou de chegar pra festa.
Daniel governar é o maior ato de campanha que pode fazer. Fica mais conhecido e de forma positiva.
Marconi fazer reuniões pontuais nos municípios tem poder, pelo seu histórico, de reconexão com as bases e o chão da política.
Não são movimentos abruptos. Nem indicam qualquer mudança substancial no rumo da disputa.
Como Wilder e o PT também não estão fazendo onda de arrebentar margem, não há novidade à vista que abale o resultado até outubro.
A repetição desse cenário e essa reiteração de leitura é o que se chama de retrato de momento. Se nada acontece, como pode haver mudança?
Isso incomoda os marconistas, porque veem outra coisa: céu de brigadeiro para o tucano, tempestades para Daniel e horizonte cheio de nuvens para os outros.
Não incomoda os governistas, que preferem assim: voo sem turbulência, com Marconi na mira (para a hora certa, segundo calculam) e os outros no radar.
Tudo pode mudar? Sim. Inclusive, para nada.
Até as convenções tem campo fértil para ações e astúcias. Se vierem a acontecer. E sombra e água fresca, para as coisas continuarem como estão. Depende.
Depende dos candidatos. Marconi faz a coisa certa? Sua estratégia é a correta? Está sedimentando a largada para o impulso no final?
Wilder tem fôlego para o esperado efeito enchente lá em setembro, quando os bolsonaristas esperam crescer e multiplicar votos?
O PT vem aí com força e garra, levantando a bandeira unidos venceremos?
Daniel vai errar? Vai dar passo em falso? Vai tropeçar no favoritismo? Vai ter denuncia capaz de abatê-lo?
A pré-campanha em Goiás não é realizada de fato – ou fstos. Ela é feita de expectativas.
Quem ocupa palanque é o militante-torcedor. Temos eleição de menos nas ruas e campanha demais na imaginação.
E quem tá ganhando?
As teorias da conspiração.
