O cenário político nacional para a sucessão presidencial de 2026 ganhou uma definição importante nesta segunda-feira, 30 de março. O PSD (Partido Social Democrático) confirmou a escolha do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como o nome da legenda para a disputa pelo Palácio do Planalto. O anúncio oficial ocorre em um evento na sede nacional do partido, em São Paulo.
A indicação de Caiado é resultado direto da desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que era apontado como o nome preferencial do presidente do PSD, Gilberto Kassab. Com o recuo do paranaense por razões políticas e familiares, o caminho ficou aberto para o governador goiano, que migrou recentemente do União Brasil para o PSD justamente com o objetivo de viabilizar sua candidatura presidencial.
O embate interno e a linha política
Apesar da oficialização, a escolha de Caiado não ocorreu sem resistências. O partido viveu um período de fragmentação entre a ala que defendia o nome de Ronaldo Caiado e os entusiastas de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul. Leite, que se posiciona como uma alternativa de centro para romper a polarização entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), chegou a questionar publicamente as pautas defendidas pelo colega goiano, citando temas como segurança pública e anistia.
A favor de Caiado, pesaram a sua longa experiência parlamentar, o desempenho no governo de Goiás e a forte interlocução com o setor do agronegócio. Além disso, o governador tem enfatizado que sua única meta política para o próximo ciclo é a Presidência, descartando qualquer tentativa de migrar para uma disputa ao Senado, o que trouxe maior segurança aos articuladores de Kassab.
Próximos passos e alianças
Com a pré-candidatura lançada, o foco do PSD agora se volta para a construção de alianças e a composição da chapa. Embora a legenda avalie nomes para a vice-presidência, como o de Romeu Zema (Novo), a tendência imediata é o fortalecimento de uma chapa pura ou a busca por partidos de centro-direita que não estejam alinhados ao bolsonarismo radical.
As pesquisas de intenção de voto mais recentes, realizadas por institutos como Quaest e Datafolha, mostram Caiado e Leite em patamares próximos, com o goiano registrando uma leve vantagem numérica. O PSD agora corre contra o relógio do calendário eleitoral, visando a desincompatibilização de cargos e a confirmação definitiva do nome na convenção partidária prevista para o meio deste ano.
