Trump recebeu Lula na Casa Branca, o que deu pano pra manga e fez o petista subir nas pesquisas. Aí Trump recebe Flávio Bolsonaro, e agora não se fala de outra coisa.
Ronaldo Caiado e Romeu Zema, que pouca notícia andam produzindo em suas pré-campanhas, se encontram e não se entendem, embora preguem entendimento. Dá manchete, pelo menos.
A pauta do fim da escala 6×1 passa na Câmara dos Deputados e Lula comemora. Na mesma hora, os Estados Unidos anunciam classificação de PCC e CV como terroristas, o que soa como música para a campanha de Flávio.
Os fatos vão se acumulando. Um amontoado de chumbo trocado no campo aberto da pré-campanha nacional. Tudo caindo na cabeça do eleitor.
As pesquisas que surgem captam pouco desse movimento. Porque é difícil entender onde tudo isso vai dar.
Os fatos não definem o resultado da eleição. Dão rumos. Nesta etapa, criar onde segue mais o roteiro de sair das cordas do que nocautear o adversário.
Significa que vemos escaramuças, não vemos vencedor da eleição. Porém o fim justifica os meios, e os meios levam ao que sairá das urnas. Uma construção, não uma fatalidade.
Esse jogo paira além das consequências. Quer dizer: se o 6×1 será positivo para o País, ou se a interferência dos Estados Unidos vai abalar nossa soberania, ou se uma terceira via equilibra ou só serve pra constar na urna, essas questões nem entram em discussão séria.
São ativos de campanha. Atrativos de desvio de desatenção. Bombardeio subliminar não entre eles, mas na (des)ilusão dos brasileiros.
Assim é, parecendo-lhe ou não. Infelizmente. O jogo eleitoral se sobrepõe à realidade do País.
Roubam na cara dura a nossa atenção enquanto lutam a guerra deles, e não a nossa. Durmam com um barulho desses.
