Parece provocação de minha parte. E é. Mas é baseada na realidade.
Tudo que o governador Daniel Vilela, pré-candidato do MDB à reeleição, quer neste momento é sombra e caldo de cana.
Daniel não precisa de campanha. Precisa cumprir prazo.
Está no comando da máquina estatal, tem o maior partido do Estado (quantas vezes já escrevi isso?), lidera as pesquisas de intenção de voto. Que mais ele precisa. Chegar desse jeito em outubro.
Candidato com tais predicados tende a atrair mais eleitor na reta final. A regra clara está no que a história conta.
Isso se explica por vários fatores, que pode-se resumir em um: perspectiva de poder. A atração na proximidade das urnas costuma ser fatal.
Marconi não faz campanha. Passeia pelos municípios e dá entrevista. Está lustrando a imagem.
Até poucos dias atrás, mal podia andar por Goiás sem ser hostilizada. Agora, tá de boa, andando à toa, falando e louvando seus feitos passados.
Fala tanto do passado que ouso repetir cravando: ótimo candidato para a eleição de… de 2010.
Wilder e o candidato na muda. Não diz nada, não faz nada. Quando quer sentir o povo, vai na pecuária. O wue fez esses dias. Passeou por lá. Sentou o cheiro dos currais.
E o PT?
O PT… o PT… O PT deixa o Lula apanhar em paz, em Goiás, sem ninguém pra defender, que é pra não atrapalhar os bolsonaristas e o presidenciável da casa, Ronaldo Caiado (PSD).
Sem agenda, sem agitação, sem uma onda sequer no marasmo da campanha goiana, o que vai mudar no curso da navegação liderada com tranquilidade por Daniel Vilela?
Nada. Ele nada de braçada.
Sem força contrária e sem adversário, Daniel liderava, lidera e liderará até as urnas. Corre sério risco de vencer por W.O.
