Presidenta do PT afirma que quem conduz processo de escolha de chapa majoritária é direção do partido e que, no momento, não há qualquer possibilidade de aliança porque apoio ao presidente Lula é critério definitivo
Presidenta Estadual do Partido dos Trabalhadores em Goiás, a deputada federal Delegada Adriana Accorsi disse nesta terça-feira (17/3), em entrevista à Rádio Difusora Goiânia, que especulação sobre um possível acordo entre o PT e o ex-governador Marconi Perillo, para candidatura ao governo de Goiás, não condizem com a realidade. “No momento não há qualquer possibilidade de aliança porque o apoio ao presidente Lula é critério definitivo”, afirmou.
A presidenta declarou que todas as pessoas podem opinar, mas “quem conduz o processo de escolha da chapa majoritária é a direção do partido”, junto com as instâncias partidárias.
O objetivo, segundo ela, é ter um candidato ou candidata alinhado com as pautas progressistas e que apoia a reeleição do presidente Lula. “Essa é a nossa prioridade e é nesse sentido que a gente trabalha em Goiás”, reiterou.
A tendência, de acordo com Adriana Accorsi, é de que o nome seja do PT, uma vez que é o maior partido da frente progressista, o que compõe a maioria das chapas proporcionais e o que tem o maior número de militantes e de filiados no Estado.
Ela adiantou que, em breve, será realizado um ato de filiações ao PT de lideranças de outros partidos e que apoiam a reeleição do presidente Lula.
De acordo com a petista, as chapas proporcionais já estão prontas, muito fortes e competitivas. “Eu acredito que vamos novamente aumentar a nossa bancada, tanto federal como estadual”, prevê.
A lista de candidatos da Federação Brasil da Esperança, que neste ano de 2026 é presidida por Adriana Accorsi, já tem 18 pré-candidatos e pré-candidatas, com mais do que o mínimo da cota de gênero. E o vereador Edward Madureira, considerado um excelente pré-candidato a governador, caminha para se candidatar a deputado federal, assim como ela pretende disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados.
“Nós estamos muito animados com nossa chapa, tem muitas pessoas querendo se candidatar pela Federação Brasil da Esperança (PT , PCdoB e PV). Além disso, teremos também uma aliança estratégica com a Federação Rede PSOL e estamos trabalhando para outros partidos virem compor com a gente e apoiar essa candidatura alinhada à reeleição do presidente Lula”, reiterou.
Adriana Accorsi vê como naturais essas composições muito pacientes. E argumenta que tudo depende dos diálogos e do alinhamento com a direção nacional do PT, com a coordenação da pré-campanha do presidente Lula, isso se reflete nos estados.
Embora se coloque essa questão de ser um estado conservador, ela destacou que, em todas as eleições, a ala progressista tem uma votação razoável e o presidente Lula teve mais de 40% dos votos aqui no segundo turno (em 2022).
“Nós vamos trabalhar para ter uma votação ainda maior nesse ano de 2026. Temos uma militância e uma frente de partidos pronta para defender o presidente Lula, e as nossas causas como o fim da escala 6×1, os direitos dos trabalhadores de aplicativos, o combate ao feminicídio, e toda a agenda de mais direitos para a classe trabalhadora e de programas sociais. Podem ter certeza que nós vamos fazer uma grande campanha aqui em Goiás”, avaliou.







