O Brasil reduziu em quase 90% o número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina pentavalente; que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções por Haemophilus influenzae tipo B. O dado foi divulgado nesta terça-feira (14) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Segundo as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças zero-dose; aquelas que não receberam nenhuma dose da vacina com componente DTP; caiu de 360 mil em 2023 para 255 mil em 2024 e 50 mil em 2025. A queda é de aproximadamente 86% em relação ao ano anterior e de quase 90% na comparação com 2023.
Com esse resultado, o Brasil deixou de integrar a lista dos 20 países com o maior número de crianças zero-dose e passou a figurar entre os 17 países que registraram aumento superior a cinco pontos percentuais na cobertura da primeira dose da vacina DTP desde 2019. O crescimento brasileiro foi de 19 pontos percentuais, o segundo maior do mundo, atrás apenas da Líbia.
O que mudou
As organizações atribuem o avanço ao aumento da cobertura vacinal e aos aprimoramentos no sistema público de registro de informações sobre imunização. O Ministério da Saúde adotou estratégias como a retomada dos dias de mobilização, a busca ativa de crianças com esquemas incompletos, a ampliação da vacinação em escolas e o fortalecimento da rede de salas de vacina, diante de resultados concretos. A desinformação sobre vacinas, confrontada por dados oficiais.
O Brasil reassume uma posição de liderança em vacinação, recuperando parte do terreno perdido durante a pandemia de Covid-19. O resultado fortalece a capacidade do país de prevenir surtos de doenças imunopreveníveis.
O Ministério da Saúde deve manter as estratégias de busca ativa e vacinação em escolas para consolidar e ampliar os resultados.
