74,5% dos goianos aprovam a gestão do governador Daniel Vilela (MDB)
O índice foi captado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado na segunda, 6.
A desaprovação é de 20,8%.
4,8% não souberam responder ou não responderam.
54,1% classificam a gestão como ótima ou boa.
31,2% a definem como regular.
11,7% a consideram ruim ou péssima.
A oposição não concorda. Mas que oposição?
Marconi Perillo (PSDB)? Wilder Morais (PL)? O PT?
Estranho seria se concordassem. Mas falar é uma coisa. Fazer é que são elas.
Pesquisa é uma leitura do que o povo pensa. Portanto, o que os pré-candidatos adversários pensam não é tão importante assim para o governo reavaliar o rumo – se está aprovado em geral, mudar pra quê? -, e muito menos para o pré-candidato à reeleição Daniel Vilela.
Daniel tá na dele.
Os adversários alegam ter pesquisas que mostram cenário diferente. Que o povo pensa diferente.
Bem, o povo tá avaliando bem a administração e tem colocado Daniel como líder nas intenções de voto, para seguir em frente como governador.
As pesquisas e os pesquisadores que merecem respeito e atenção, bom dizer.
Porque tem pesquisa a quilo no self-service do mercado eleitoreiro goiano.
Pesquisas que são isso: pagou, divulgou.
Produtos de fim de feira livre no atacadão da política enganosa ou do autoengano. Só escolher.
Tá valendo, mas não significa que dá pra comprar.
Adversários também dizem, no ímpeto de desmerecer a avaliação apontada pela pesquisa, que nada dessa boa avaliação pertence a Daniel, até há pouco um mero vice. Que é tudo mérito de Caiado.
Ponto para Daniel, portanto. Daniel recebeu a herança e tá no lucro.
E ainda tem o pai Caiado pra dizer: o filho meu Daniel vai continuar o meu legado.
Quem não quer Caiado como cabo eleitoral em Goiás?
O choro real (e não apenas inzoneiro) em relação à pesquisa está grande nos bastidores de quem não é governo. E isso é que causa espanto: uai, não sabiam?
Daniel, parceiro do cantor de alma caiadista que mora na estrada para Bela Vista, pode dizer: chora não, bebê.
Irônico, mas com um índice alto de realidade. Chorar não ganha eleição e dá rugas.
Faz parte do jogo Daniel comemorar. Faz parte do jogo também adversário chorar e beber até cair, se assim desejar.
Tudo bem, se assim é.
A pesquisa reflete a pré-campanha.
Daniel assumiu na expectativa adversária de que não daria conta do recado.
E o que esses adversários fizeram para que ele não desse conta do recado ou que fosse entendido pela população que ele não dá conta de manter o sarrafo alto de gestão e de aprovação de Caiado (84%, na Quaest)?
Os números da Paraná Pesquisas mostram que o tempo passou, a fila não andou e essa “janela de oportunidade” de desconstrução de imagem de Daniel foi perdida.
E que Daniel, se era forte, está mais forte na véspera das convenções.
Vocês, opositores, fizeram isso. Parabéns.
Parafraseando James Carville:
Não é a pesquisa, estúpidos.
