A liberação de R$ 5,7 bilhões do Orçamento de 2026, anunciada nesta sexta-feira (24), deve destravar recursos para programas que estavam com verbas congeladas desde maio. Entre os mais afetados pelo bloqueio anterior estavam o Minha Casa, Minha Vida, a compra de caças da Aeronáutica, o custeio da Receita Federal, unidades especializadas do SUS e o programa Pé-de-Meia.
Com o recuo do bloqueio de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões, cada ministério conhecerá seu espaço orçamentário no fim de julho. A decisão sobre quais programas serão priorizados caberá aos órgãos de cada área.
O bloqueio anterior foi motivado pela pressão de gastos obrigatórios, especialmente com o BPC e a Previdência Social, que enfrentavam fila do INSS em ano eleitoral. Agora, a queda nas projeções dessas despesas abriu margem para desafogar os investimentos.
A liberação não significa que todos os programas serão plenamente restabelecidos. O valor de R$ 5,7 bilhões é menor do que o bloqueio total de R$ 23,7 bilhões que ainda vigora. A margem é limitada, e as escolhas terão que ser feitas.
Até o fim de julho, os ministérios saberão quanto receberão. A articulação no Congresso para liberar mais R$ 2,5 bilhões para a Defesa segue em paralelo.
