A 27ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) chega aos últimos dias de programação na cidade de Goiás com uma agenda que reúne cinema, música, debates, atividades culturais e reflexões sobre questões ambientais. Realizado desde terça-feira (16), o evento segue até domingo (21) e transforma a antiga capital goiana em um dos principais polos culturais do Estado durante a semana do festival.
Com o tema “Água e Clima no Brasil das Nascentes”, o Fica 2026 promove exibições de filmes nacionais e internacionais, encontros com especialistas, oficinas, exposições e apresentações artísticas gratuitas. A proposta é ampliar o debate sobre preservação ambiental, mudanças climáticas e o papel da cultura na construção de soluções para desafios contemporâneos.
Entre os destaques deste fim de semana estão as sessões competitivas realizadas no Cine Teatro São Joaquim. Neste sábado (20), a Mostra Becos da Minha Terra apresenta produções ligadas à memória e à identidade cultural, enquanto a Mostra Internacional Washington Novaes reúne obras que abordam temas como meio ambiente, direitos humanos e impactos das mudanças climáticas em diferentes regiões do mundo.
Na programação musical, a principal atração é a cantora Vanessa da Mata, que se apresenta gratuitamente na Praça de Eventos na noite de sábado. O show deve atrair moradores e turistas que acompanham o festival.
Outra atividade que chama atenção é o Cine Bike, instalado na Praça do Chafariz. A iniciativa utiliza bicicletas para gerar a energia necessária para a exibição dos filmes, aproximando o público de conceitos ligados à sustentabilidade por meio de uma experiência prática.
O festival também reserva espaço para discussões sobre o futuro do Cerrado. Um dos painéis reúne pesquisadores, especialistas e representantes de instituições ligadas à preservação ambiental para debater os impactos das mudanças climáticas sobre o bioma e os desafios para sua conservação.
A programação inclui ainda exibições dedicadas à memória do acidente radiológico com o césio-137, ocorrido em Goiânia em 1987, além de produções que apresentam narrativas indígenas sobre território, ancestralidade e preservação ambiental.
Entre os convidados está a chef e apresentadora Bela Gil, que participa de uma conversa sobre alimentação sustentável, biodiversidade e proteção dos territórios tradicionais do Cerrado.
O encerramento do Fica acontece no domingo (21), com a cerimônia de premiação das mostras competitivas e a exibição dos filmes vencedores. A expectativa é de que os últimos dias do evento mantenham o fluxo de visitantes e consolidem mais uma edição do festival, considerado uma das principais iniciativas de cinema ambiental do país.
Confira os horários divulgados pela Secult
11h (sábado, 20) – Debate O Futuro do Cerrado e o Futuro do Brasil, no Pátio do Rosário.
14h (sábado, 20) – Exibição do filme Maira Porongyta, da mostra Filmes para Adiar o Fim do Mundo, no Cine Teatro São Joaquim.
16h (sábado, 20) – Mostra Becos da Minha Terra, no Cine Teatro São Joaquim.
16h30 (sábado, 20) – Conversa sobre sustentabilidade com Bela Gil e Márcia Cristina Bernardes Barbosa, no Parque da Carioca.
19h (sábado, 20) – Mostra Internacional Washington Novaes, no Cine Teatro São Joaquim.
19h (sábado, 20) – Cine Bike, na Praça do Chafariz.
19h (sábado, 20) – Mostra O Brilho que Ficou, sobre o acidente com o césio-137, na Sala Palácio da Instrução.
19h30 às 22h (sábado, 20) – Roda de samba na Casa Território.
10h (domingo, 21) – Cerimônia de premiação das mostras competitivas, no Cine Teatro São Joaquim.
15h (domingo, 21) – Exibição do filme Mundurukuyu – A Floresta das Mulheres Peixe, no Cine Teatro São Joaquim.
17h (domingo, 21) – Sessão especial com os filmes vencedores do festival.
19h15 às 21h15 (domingo, 21) – Encerramento da programação musical da Casa Território.
