O estado de Goiás registrou o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de sua história ao atingir a nota de 0,815. Segundo os dados do Radar IDHM 2026, divulgados pelo PNUD, pela Fundação João Pinheiro e pelo IBGE, o resultado coloca a unidade da federação no grupo de alto desenvolvimento humano e supera a média nacional de 0,805, impulsionado por índices positivos em educação, renda e longevidade.
A evolução dos números na série histórica
O levantamento, coordenado em parceria pelo PNUD, pela Fundação João Pinheiro e pelo IBGE, acompanhou os indicadores entre 2012 e 2024. Os dados revelam uma trajetória de oscilação e retomada:
- 2012: O índice inicial era de 0,744;
- 2019 (Pré-pandemia): O indicador avançou para 0,780;
- 2021 (Crise sanitária): O reflexo da pandemia derrubou a nota para 0,755;
- 2024: O estado recuperou o fôlego e bateu o recorde de 0,815.
Com essa pontuação, o território goiano ultrapassou estados como Minas Gerais e Espírito Santo na listagem nacional.
O que puxou a nota para cima
O indicador avalia as condições de vida da população a partir de três dimensões básicas: Educação, Renda e Longevidade. O grande motor do crescimento do estado foi o setor educacional.
- Educação no topo: Goiás alcançou a marca de 0,821 nesta área, o 4º melhor desempenho do país. O número coloca a educação local na faixa de “muito alto desenvolvimento humano”, impulsionado por critérios de frequência escolar de jovens e escolaridade de adultos.
- Equidade na longevidade: No recorte de expectativa de vida por raça e cor, o estado apresentou a segunda menor diferença do Brasil entre a população branca (0,884) e a população negra (0,862), posição inferior apenas à do Distrito Federal.
O peso da desigualdade no cálculo
O relatório também apresenta o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal Ajustado à Desigualdade (IDHMAD). Este indicador aplica um desconto na nota final proporcional às assimetrias internas de renda e acesso a serviços.
Quando o fator desigualdade entra na conta, o índice geral de Goiás cai para 0,672. Apesar da redução — um fenômeno estrutural verificado em todas as unidades federativas brasileiras —, o estado obteve o 6º melhor resultado do país, com desempenho superior à média nacional de 0,641.
