O Atlas da Violência 2026 apontou que Goiás registrou uma queda de 58,4% na taxa de homicídios na última década (2014-2024). O estudo técnico, coordenado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), coloca o território goiano em posição de destaque nos rankings nacionais de redução da criminalidade violenta.
No entanto… O relatório traz um detalhe qualitativo ainda mais importante: Goiás é uma das únicas três unidades da federação — junto com o Distrito Federal e Santa Catarina — que alcançaram reduções anuais consecutivas e ininterruptas na taxa de letalidade entre 2019 e 2024. Isso significa que o resultado demonstra consistência real, sem as oscilações estatísticas comuns observadas nos demais estados brasileiros.

No recorte de médio prazo (2019 a 2024), o ritmo de declínio continuou constante. O estado anotou uma retração de 43% na taxa de homicídios registrados, o que garante a terceira posição no cenário nacional para esse indicador específico.
O rigor metodológico do estudo também avalia o indicador de “homicídios estimados”, uma métrica que corrige de forma estatística as Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI). Mesmo sob essa análise criteriosa, o desempenho goiano se destaca: a taxa estimada recuou 56,9% no acumulado de 11 anos e 42,4% nos últimos cinco anos.
A capital espelha esse cenário estadual. Goiânia aparece como a segunda capital brasileira com a maior retração na taxa de homicídios estimados na década, com uma diminuição expressiva de 70,9%. No curto prazo (2019-2024), a queda na cidade foi de 52,1%.
Entre os fatores responsáveis por esse recuo sustentado, analistas e dados oficiais apontam para a continuidade das diretrizes locais, com foco na integração das forças de segurança, investimento em inteligência corporativa e ampliação da infraestrutura de combate ao crime organizado.
No fundo, a retração dos índices em Goiás reflete um modelo de gestão que busca estabilidade a longo prazo. A diminuição constante e linear consolida o estado como uma referência em governança de segurança pública, em um cenário nacional onde a oscilação de dados costuma ser a regra geral.
