A Prefeitura de Goiânia deu início às alterações estruturais na Marginal Botafogo com o objetivo de implantar uma terceira faixa de rodagem. A intervenção imediata consiste no recuo das defesas metálicas, conhecidas como guard-rails, ao longo dos próximos dias. Os trabalhos concentram-se sob as pontes e viadutos, trechos identificados pelos técnicos como os principais pontos de engarrafamento na via expressa que cruza a capital.
A alteração geométrica ocorre em caráter preliminar. Com o deslocamento das barreiras de metal e de concreto para a proximidade das pilastras externas, o município elimina o acostamento atual. Essa modificação viabiliza o espaço necessário para a abertura da nova pista, que tem a finalidade de desafogar o tráfego entre as regiões Sul, Central e Norte do município.
De acordo com a Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET), o reposicionamento das estruturas garante uma recuperação de espaço que varia de 90 centímetros a 1,20 metro em relação à calçada. O órgão informou que substitui as antigas proteções por dispositivos novos e com sinalização reforçada, instalados de forma rente aos pilares de sustentação dos viadutos.
A supressão total da área de escape traz reflexos diretos no comportamento dos motoristas e na segurança da via. Em razão da perda do acostamento, o Paço Municipal analisa uma medida preventiva de impacto: a redução do limite de velocidade máxima permitida na via, que passará dos atuais 80 km/h para 60 km/h.
A legislação nacional de trânsito estabelece a obrigatoriedade de acostamentos apenas para rodovias, o que desobriga a manutenção desse espaço em vias marginais urbanas. Contudo, os engenheiros de tráfego consideram a diminuição da velocidade um fator essencial para minimizar o risco de acidentes decorrentes do novo desenho das faixas.
Até o momento, a administração municipal não apresentou um cronograma com datas definitivas para a conclusão das obras ou para a liberação total do fluxo de veículos na terceira pista. Os estudos técnicos de viabilidade continuam em execução e o remanejamento das barreiras físicas serve como uma etapa antecipada nos pontos críticos da avenida.
