A capital goiana se prepara para receber a 31ª edição do Goiânia Noise Festival, um dos eventos mais tradicionais do calendário de música independente no Brasil. A organização do festival confirmou nesta terça-feira (31) os primeiros nomes que compõem a programação de 2026, que será realizada entre os dias 7 e 10 de maio, no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Com uma proposta de democratização cultural, a entrada para os quatro dias de evento será gratuita, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível.
Diversidade de gêneros marca a 31ª edição
O line-up anunciado reflete a proposta histórica do festival de promover um diálogo entre diferentes gerações e vertentes musicais. Entre os destaques principais estão nomes consolidados da música popular brasileira e do pop contemporâneo. Fernanda Abreu, expoente do pop e do funk carioca, e o veterano Tom Zé, figura central do movimento Tropicalista, dividem o protagonismo com a pernambucana Duda Beat, que traz sua fusão de ritmos nordestinos ao synth-pop.
Além deles, o rapper FBC integra a grade, reforçando a abertura do festival para gêneros urbanos que têm ganhado cada vez mais espaço no cenário independente nacional.
Rock e cena independente
Fiel às suas origens, o Goiânia Noise 2026 mantém um espaço robusto para o rock e suas subvertentes. O punk rock dos britânicos do Varukers e a força do hardcore nacional com o Dead Fish são presenças confirmadas para os fãs de sonoridades mais pesadas. O line-up também conta com o rock gaúcho da Cachorro Grande e o thrash metal dos mineiros do Violator.
Outra atração que promete atrair o público é o projeto Los Sebosos Postizos, formado por integrantes da Nação Zumbi, que apresentará uma releitura do álbum A Tábua de Esmeralda, clássico de Jorge Ben Jor. O evento ainda abre espaço para artistas em ascensão e propostas alternativas, como Josyara, a banda de shoegaze terraplana, o veterano do reggae Ras Bernardo e a banda Matanza Inc.
Impacto e acesso
Criado em 1995, o Goiânia Noise consolidou-se como uma vitrine fundamental para a produção musical que circula fora do circuito comercial tradicional. Ao ocupar o Centro Cultural Oscar Niemeyer com entrada solidária, o festival reforça seu papel social e econômico em Goiás, atraindo turistas e fomentando a cadeia produtiva da cultura local.
