Ronaldo Caiado (PSD) formalizou nesta terça (31) sua renúncia ao cargo de governador de Goiás para dar início à sua pré-candidatura à Presidência da República. O movimento ocorre dentro do prazo legal de desincompatibilização e encerra um ciclo de pouco mais de cinco anos à frente do Executivo goiano, marcado por índices de aprovação que o colocaram em posição de destaque nos rankings nacionais.
A decisão de Caiado de buscar o Palácio do Planalto é sustentada por um histórico recente de popularidade. Ao longo dos últimos três anos, o gestor figurou como o governador mais bem avaliado do país em diversas sondagens. Em agosto passado, o instituto Quaest registrou 88% de aprovação ao seu mandato, o maior índice já computado pela consultoria para um chefe de Executivo estadual em anos de série histórica. Na mesma base de comparação, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, aparecia na sequência com 84%.
Desempenho e reconhecimento
Para além da popularidade genérica, dados da AtlasIntel divulgados em dezembro reforçaram a liderança de Caiado em áreas estratégicas. O levantamento apontou que a gestão goiana obteve os melhores resultados nacionais em segurança pública, educação e responsabilidade fiscal. No ranking geral da Atlas, o agora ex-governador atingiu 80% de aprovação, mantendo uma distância de 11 pontos percentuais em relação ao segundo colocado, o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT).
Analistas políticos apontam que a estratégia de Caiado para a campanha presidencial deve se pautar justamente na “exportação” do modelo adotado em Goiás. A gestão foi caracterizada por um rigoroso controle das contas públicas e pelo investimento em tecnologias de monitoramento na segurança, pautas que possuem forte apelo com o eleitorado conservador e de centro.
Transição
Com a saída de Caiado, o governo estadual passa a ser comandado de forma definitiva pelo vice-governador, visando garantir a continuidade dos projetos em andamento. Enquanto isso, Caiado deve intensificar sua agenda de viagens pelo Brasil para consolidar alianças partidárias e viabilizar sua viabilidade eleitoral em um cenário que promete ser polarizado. A consolidação de sua imagem como um gestor de resultados é o principal trunfo do PSD para a corrida sucessória de 2026.
