A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), deflagrou nesta terça-feira (31) uma operação para cumprir mandado de busca e apreensão em Goiânia. A ação faz parte de uma investigação que apura o armazenamento e o compartilhamento de materiais de exploração sexual infantil na internet, crime monitorado pelas autoridades especializadas em ambiente virtual.
A investigação teve início após a identificação de uploads de arquivos digitais contendo imagens de abuso sexual infantojuvenil. Segundo os elementos colhidos pela Dercc, esses arquivos eram disponibilizados em redes de compartilhamento, o que motivou o pedido da medida cautelar de busca e apreensão junto ao Poder Judiciário. Além da entrada na residência do suspeito, a Justiça autorizou a quebra de sigilo telemático dos aparelhos encontrados.
Apreensão e perícia
Durante o cumprimento da ordem judicial, os agentes apreenderam um aparelho celular, uma CPU de computador e discos rígidos (HDs) externos pertencentes ao investigado. O material será agora encaminhado para a análise técnico-pericial. O objetivo é identificar a extensão do material armazenado, possíveis redes de contato e a frequência com que esses envios eram realizados para a rede mundial de computadores.
A perícia em crimes cibernéticos é considerada peça fundamental para a sustentação do inquérito. Através da extração de dados e análise de metadados, os investigadores buscam consolidar as provas sobre a autoria e a materialidade dos delitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê penas severas para o armazenamento e compartilhamento deste tipo de conteúdo.
Repressão a crimes digitais
A operação desta terça-feira reforça o monitoramento contínuo sobre delitos praticados no âmbito virtual. De acordo com a Dercc, a identificação de criminosos que utilizam o anonimato da internet para propagar material de abuso é uma das prioridades da delegacia especializada. O aprofundamento das investigações deve revelar se o investigado agia de forma isolada ou se possuía conexões com grupos maiores de troca de conteúdos ilícitos.
