Mudou o ambiente político em Goiás nesses dias que antecedem o fim da janela partidária. Mudou tudo. Está tudo contaminado. Repleto de minas espalhadas.
Um amigo lembrou das nuvens no céu. Poesia política pra dizer que, dependendo do interlocutor, a chamada fonte, a história explode este ou aquele bunker de candidatura, e que nada é durável, tudo depende.
Depende do momento. Depende do cenário. Depende das motivações dos negociadores da ocasião. Depende: se surgir algo realmente novo – um nome, uma aliança, uma hecatombe –, haverá… novidade. Depende.
Assim. Não há novidade na dinâmica, neste processo industrial de construção de candidaturas. As diferenças estão nas nuances, nos fatos instantâneos, nas condições do jogo estabelecido hoje, aqui, agora. O tempo age enquanto as nuvens prosperam em beleza no céu.
A conversa está, assim, meio cifrada porque nada há de definitivo no que parecia tudo definido e amarrado nas eleições goianas. Negociações de última hora para comandar partido surgiram e subiram o tom de conversas em andamento nos bastidores.
Fofocas passam a ditar o ritmo das tendências nas mentes cheias de imaginação e teorias da conspiração. Ronaldo Caiado vai desistir de renunciar ao governo. Vai ser candidato a deputado federal. Vai substituir Gracinha Caiado como candidato ao Senado.
O União Brasil vai se rebelar contra Daniel Vilela, candidato governista. Vai para as mãos de Bruno Peixoto, que outro dia anunciou saída de lá rumo ao PRD. Vai para o colo de Marconi Perillo. São os fatos que pululam nas rodas de conversa dos bastidores, de ouvido a ouvido, boca a boca. Fatos incontestáveis. Só que não.
O ambiente é de pé na mesa. Negociação acima de tudo, interesses pessoais acima de todos. Daniel Vilela constrói sua candidatura ao governo enquanto aguarda para assumir o lugar de Caiado, e isso não mudou.
Caiado espera o sim ou não do PSD de Gilberto Kassab para ser ou não ser o candidato da legenda a presidente, e agora fortalecido pelo recuo do governador do Paraná, Ratinho Júnior, em levar seu lampejo presidenciável avante.
Daniel Vilela e Marconi Perillo continuam polarizando o embate político em Goiás, na visão do meio político. Wilder Morais (PL) permanece à espera do milagroso impulso bolsonarista. O PT… O PT ainda sem sair do lugar. Ainda.
De repente… Não tem de repente. O retrato de hoje em Goiás não tem nada de novo a não ser a corrida de bastidores para formação de chapas de candidatos a deputado federal e estadual. Muda tudo a toda hora, mas não muda nada.
Ou, como diz um amigo, nos últimos dias mudou tudo na eleição de Goiás. Mudou 360 graus.








