O embate jurídico entre a TV Globo e o ex-participante do Big Brother Brasil 26, Pedro Henrique Espíndola, ganhou um novo desdobramento nesta semana. A emissora formalizou a cobrança de uma multa de R$ 1,5 milhão contra o vendedor ambulante, alegando quebra de cláusulas de confidencialidade. O movimento ocorre em resposta a uma ação movida pelo próprio ex-BBB, na qual detalhes restritos do contrato de participação foram expostos publicamente.
O conflito e as cifras reveladas
Pedro Henrique, que deixou o reality show em janeiro de 2026 sob acusações de importunação sexual contra a participante Jordana Morais, processa a Globo e a apresentadora Ana Maria Braga. O ex-competidor pleiteia uma indenização de R$ 4,2 milhões por danos morais e materiais, além da anulação da rescisão contratual.
Contudo, a estratégia da defesa de Pedro resultou no vazamento do contrato de adesão ao programa, documento que a Globo classifica como estritamente sigiloso. A emissora fundamenta a multa na cláusula 7.5, que prevê sanções pesadas para a divulgação de informações internas ou financeiras da produção. Segundo a emissora, a obrigação de sigilo tem caráter perpétuo, permanecendo válida mesmo após o encerramento do vínculo profissional.
Detalhes do pagamento aos participantes “Pipoca”
O vazamento trouxe a público, pela primeira vez de forma documental, os valores pagos aos participantes do grupo “Pipoca” (anônimos). Os documentos anexados ao processo indicam que:
- Cachê fixo: R$ 10,5 mil pagos em parcela única.
- Ajuda de custo semanal: R$ 500 por cada semana de permanência na casa.
- Bônus de documentário: Previsão de R$ 100 mil caso o participante seja alvo de uma produção biográfica exclusiva da emissora.
- Publicidade: O contrato veda o recebimento por ações comerciais dentro do programa, permitindo ganhos apenas em redes sociais geridas pela própria Globo.
Investigação criminal
A saída de Pedro Henrique do BBB 26 ocorreu no dia 18 de janeiro, após o participante tentar beijar à força outra competidora. O caso extrapolou os limites do entretenimento e tornou-se uma questão criminal. No início de fevereiro, a Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá indiciou o paranaense por suspeita de importunação sexual após análise das imagens de monitoramento 24 horas.
A Globo foi notificada oficialmente sobre o processo movido por Pedro na última sexta-feira (20). O departamento jurídico da rede de televisão tem agora um prazo de 15 dias para apresentar sua contestação à Justiça do Paraná, onde deve incluir a reconvenção (contra-ataque judicial) para exigir o pagamento da multa milionária pelo vazamento dos dados.








