O STF concedeu a Jair Bolsonaro a autorização para cumprir 90 dias em prisão domiciliar, atendendo à PGR, que recomendou a flexibilização devido ao quadro de broncopneumonia do ex-presidente. O ministro Alexandre de Moraes decidiu que, após esse período, reavaliará a necessidade de manter o regime.
Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe, foi internado em 13 de março na UTI de um hospital particular de Brasília. Ele deixou a unidade prisional da Papudinha com broncopneumonia decorrente de broncoaspiração. Nesta terça (23), boletim médico informou que ele apresenta evolução favorável e deve receber alta da UTI nas próximas 24 horas, permanecendo estável clinicamente.
Essa não é a primeira vez que problemas de saúde afetam o ex-presidente durante a prisão. Em setembro de 2025, ainda em prisão domiciliar, ele passou mal com vômitos e tontura. Em janeiro, bateu a cabeça em um móvel na cela da PF e foi internado. Os advogados conseguiram transferi-lo para a Papudinha, onde recebe mais de 140 atendimentos médicos, com médicos e enfermeiros 24 horas, fisioterapia e estrutura adaptada.
No inicio de março, Moraes negara pedido de prisão domiciliar, apontando que perícia da PF não indicava necessidade de cuidados hospitalares, embora reconhecesse a “alta complexidade” do quadro. O ministro também citou a agenda intensa de visitas, incluindo políticos, como indício de boa saúde. Agora, com a nova internação, o STF autorizou a prisão domiciliar temporária.




