A ex-secretária de Estado da Educação de Goiás, Fátima Gavioli, afirma que pretende levar ao debate nacional propostas voltadas à educação pública, tendo como principal bandeira a valorização dos professores e a revisão de pontos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Pré-candidata a deputada federal, ela cita a experiência acumulada durante sete anos à frente da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) como base para as propostas.
Segundo Fátima, sua gestão foi marcada pela visita a 189 dos 246 municípios goianos, com o objetivo de acompanhar de perto a realidade das escolas da rede estadual e identificar demandas locais. De acordo com a ex-secretária, essa atuação contribuiu para definir prioridades administrativas e orientar investimentos na educação.
Entre as ações destacadas por ela estão a reorganização financeira da pasta, reformas e construção de unidades escolares, substituição das chamadas “escolas de placa” por prédios de alvenaria, construção de quadras esportivas, aquisição de equipamentos tecnológicos e distribuição de chromebooks para estudantes.
Revisão da LDB está entre as propostas
Entre as pautas que pretende defender no Congresso Nacional, Fátima cita a revisão da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, especialmente no que diz respeito ao calendário escolar.
Ela defende a reavaliação da exigência de 200 dias letivos, regra adotada na década de 1990, sob o argumento de que o aumento do número de dias de aula não garante, por si só, melhora na aprendizagem.
“A gente precisa entender que mais tempo não significa qualidade. O tempo com qualidade é que faz a diferença”, afirmou.
Na avaliação da ex-secretária, o debate deve considerar também as condições de trabalho dos professores e os desafios para atrair novos profissionais para a carreira docente.
Educação inclusiva
Outro tema citado por Fátima é a ampliação das políticas de educação inclusiva durante sua gestão. Segundo ela, após a pandemia, a rede estadual passou a ampliar o atendimento a estudantes com neurodivergências e demandas socioemocionais, por meio do fortalecimento da educação especial e da oferta de suporte psicossocial.
A ex-secretária afirma que essas iniciativas contribuíram para consolidar Goiás como referência nacional em educação pública. A avaliação faz parte de seu balanço sobre o período em que comandou a Secretaria de Estado da Educação.
