A Polícia Federal prendeu na quarta-feira (15) o influenciador Raphael Sousa Oliveira, dono da página “Choquei“, suspeito de envolvimento em transações ilegais de R$ 1,6 bilhão. A operação Narco Fluxo também prendeu os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. A Justiça manteve Raphael preso em audiência de custódia.
O influenciador e sua página
Raphael, 31 anos, criou a “Choquei“, que acumula mais de 27 milhões de seguidores no Instagram. A página venceu o prêmio de “melhor perfil de fofocas” em 2025 e já esteve entre as mais engajadas do mundo. Em seu perfil pessoal, ele mostra momentos de trabalho, lazer e viagens internacionais (Itália, Portugal, Grécia, Catar, EUA). A PF o prendeu em sua casa, em um condomínio de luxo em Goiânia.
O papel de Raphael no esquema
As investigações apontam o influenciador como “operador de mídia” da organização criminosa, responsável por divulgar conteúdos favoráveis aos envolvidos e gerenciar a imagem do grupo. Sua defesa nega: “Raphael não integra organização criminosa. Os valores recebidos são legais, de publicidade e marketing digital. Ele jamais exerceu função diversa da veiculação publicitária contratada.”
Os outros presos
MC Ryan SP é apontado pela polícia como líder e beneficiário econômico da organização. Ele teria usado empresas de produção musical e entretenimento para mesclar receitas legítimas com recursos de apostas ilegais e rifas digitais. Tiago de Oliveira (braço-direito, procurador e gestor financeiro) e José Ricardo dos Santos (responsável operacional por marketing e circulação financeira) também são investigados. As defesas de Tiago e José Ricardo não foram localizadas.
Como funcionava o esquema
O grupo usava empresas, plataformas digitais, rifas e apostas ilegais para movimentar grandes quantias e ocultar a origem dos recursos, inclusive com dinheiro em espécie e criptoativos.
A operação
Mais de 200 policiais federais cumpriram 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em nove estados e no Distrito Federal. A PF apreendeu veículos, dinheiro, documentos, equipamentos eletrônicos, armas e um colar com a imagem de Pablo Escobar dentro de um mapa de São Paulo.

O que falta
A PF ainda investiga a extensão da participação de Raphael, a origem exata dos valores e o papel detalhado de cada envolvido, incluindo a relação entre pagamentos e publicações nas redes sociais.
