A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) instaurou um inquérito para investigar um médico ginecologista suspeito de cometer crimes sexuais contra pacientes durante atendimentos clínicos. As investigações, conduzidas pela Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem), apontam que os abusos teriam ocorrido em unidades de saúde localizadas em Goiânia e Senador Canedo.
De acordo com as apurações iniciais, o profissional, Marcelo Arantes, teria se aproveitado da vulnerabilidade das pacientes e da posição de confiança inerente à profissão para praticar atos libidinosos durante a realização de consultas e exames ginecológicos. Os relatos indicam que a conduta criminosa não é recente; há indícios de que os delitos ocorram de forma sistemática desde o ano de 2017.
Vítimas e andamento das investigações
Até o momento, o trabalho investigativo da Deaem permitiu a identificação de cinco vítimas. O mapeamento geográfico das denúncias aponta que quatro casos ocorreram na capital, Goiânia, enquanto uma vítima foi registrada em Senador Canedo. A polícia, entretanto, mantém o sinal de alerta ligado, uma vez que o histórico do investigado e o tempo de atuação sugerem a possibilidade de que outras mulheres tenham sido alvo do profissional e ainda não formalizaram a denúncia.
Diante da gravidade dos relatos e do risco à ordem pública, a autoridade policial chegou a solicitar a prisão preventiva do ginecologista. No entanto, o pedido foi indeferido pelo Poder Judiciário. Em substituição à detenção, a Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares, que visam monitorar e restringir a atuação do investigado enquanto o processo segue em fase de instrução.
Rigor e ética
O caso levanta, mais uma vez, o debate sobre a segurança de pacientes em ambientes de saúde e o rigor necessário na fiscalização do exercício profissional. A Deaem continua coletando depoimentos e provas periciais para robustecer o inquérito. O objetivo é garantir que todas as circunstâncias sejam esclarecidas, preservando a identidade das vítimas e assegurando o devido processo legal.
As autoridades reforçam a importância de que possíveis novas vítimas procurem a delegacia especializada para relatar episódios semelhantes, garantindo o sigilo necessário para a preservação da dignidade das denunciantes.
