A Polícia Civil da Bahia investiga as circunstâncias da morte de Elen Santos da Silva, de 21 anos, e Tamara Martins Guimarães, de 23. As jovens, que estavam desaparecidas desde a última sexta-feira (10), foram localizadas sem vida na terça-feira (14), em uma área de mata na região de Corumbau, pertencente ao município de Porto Seguro, no extremo sul do estado.
O caso mobilizou as autoridades locais e a Força Nacional de Segurança Pública, que já atua na região devido a conflitos fundiários. As vítimas moravam juntas na Aldeia Xandó, localizada no distrito turístico de Caraíva. De acordo com informações colhidas junto a familiares, as amigas saíram para um passeio de motocicleta — veículo que pertencia a Tamara — e planejavam percorrer o trajeto entre Corumbau, Prado e Montinho, antes de seguirem para a sede de Porto Seguro.
A descoberta e a perícia
Os corpos foram encontrados em uma cova rasa. No local, os investigadores recolheram objetos pessoais, incluindo um par de chinelos e um aparelho celular. Todo o material, assim como os corpos das vítimas, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Porto Seguro. Os laudos de necropsia são considerados fundamentais para determinar a causa exata das mortes e fornecer evidências que sustentem a acusação contra os responsáveis.
Carta

Um dos pontos centrais da investigação é uma carta atribuída a Elen, que circulou em redes sociais após o desaparecimento. No texto, a jovem mencionava um “rompimento” com a família. Em depoimento à polícia, a mãe de Elen esclareceu que o documento teria sido escrito durante uma dinâmica de grupo na empresa onde a filha trabalhava, e não como um bilhete de despedida premeditado. A Polícia Civil apura se o conteúdo da carta possui qualquer relação direta com o crime ou se foi uma coincidência temporal.
Andamento das investigações
Até o momento, a principal linha de investigação é mantida sob sigilo para não comprometer as diligências. No entanto, a corporação informou que os suspeitos de cometerem o duplo homicídio já foram identificados. Tamara deixa uma filha de três anos. As famílias reiteram que as jovens não apresentavam comportamentos atípicos e não possuíam envolvimento com atividades ilícitas.
