A Comurg instalou cinco vasos de plantas na Rua 57, no Setor Aeroporto, para impedir que carros estacionassem no local da antiga casa onde ocorreu o acidente com o Césio-137. A empresa executou o trabalho no sábado (11), utilizando cerca de 400 mudas ornamentais da espécie mini neve da montanha, terra adubada e mudas de cróton vermelho. A medida atende a pedidos de moradores e cumpre as normas da CNEN, que exige o isolamento da área.
O acidente radiológico começou em setembro de 1987, quando alguém retirou uma cápsula de Césio-137 das ruínas do IGR e a abriu na Rua 57. O local tornou-se um dos primeiros focos de contaminação do maior desastre radiológico em área urbana do mundo.
Um vídeo do produtor Michel de Medeiros mostrou o lote sendo usado como estacionamento, uma situação que a Comurg buscou corrigir com a instalação das plantas.
Quatro pessoas morreram diretamente pela exposição, e centenas foram afetadas. Pesquisa da UFG indica que cerca de 10 mil pessoas residiam ou trabalhavam nas áreas próximas. O desastre gerou seis mil toneladas de lixo contaminado, roupas, utensílios e materiais de construção, que as autoridades levaram para um depósito em Abadia de Goiás, onde enterraram e concretaram os resíduos. O impacto da tragédia persistirá por mais 200 anos.
Os vereadores Igor Franco e Luan Alves apresentaram, na última quarta-feira (8), projeto que cria o “Dia em Memória das Vítimas do Césio-137”, a ser celebrado em 13 de setembro. O projeto aguarda votação na Câmara Municipal. Se aprovado, a data entrará no calendário oficial de Goiânia e poderá incluir atividades de conscientização sobre segurança radiológica e manejo de substâncias perigosas.
