O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o Papa Leão XIV de “fraco no combate ao crime e péssimo em política externa” e “pessoa muito liberal“. Em resposta, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou nesta segunda-feira (13) uma nota oficial de apoio ao pontífice. O documento defende a postura de Leão XIV diante do agravamento dos conflitos armados no Oriente Médio.
No sábado (11), durante uma vigília na Basílica de São Pedro, o papa pediu aos governantes mundiais que contivessem toda “demonstração de força” e se sentassem “à mesa do diálogo e da mediação“. A CNBB afirmou que a autoridade do Papa Leão XIV se guia pela “fidelidade ao Evangelho” e que ele atua continuamente para defender a dignidade humana e promover o diálogo.
“A autoridade espiritual e moral do Papa não se orienta pela lógica do confronto político, mas pela fidelidade ao Evangelho, que continuamente eleva a voz em defesa da paz, da dignidade humana e do diálogo entre os povos”, diz a nota, assinada pelos cardeais e bispos da cúpula da CNBB.
Trump criticou o papa também por seu posicionamento sobre armas nucleares. “Não queremos um Papa que diga que o crime é aceitável em nossas cidades. Eu não gosto disso. Não sou um grande fã do Papa Leão.” O presidente publicou uma montagem com IA que o mostrava como divino curando um enfermo; ele apagou a postagem na segunda (13).
A bordo do avião papal, a caminho da África, Leão XIV respondeu a jornalistas: “Não tenho qualquer intenção de entrar em um debate com ele. Ao contrário, a mensagem sempre foi a mesma: a paz. Digo isso para todos os líderes do mundo, não apenas para ele: vamos tentar acabar com as guerras e promover a paz e reconciliação.”
No Instagram do Vaticano, o pontífice reforçou o apelo ao diálogo. “Muita gente está sofrendo hoje, muitos inocentes morreram e acredito que alguém precisa se levantar e dizer que existe um caminho melhor“, afirmou.
