Uma operação conjunta entre as forças de segurança resultou na prisão em flagrante de sete pessoas envolvidas em um esquema de desvio de combustível da Prefeitura de Goiânia. A ação, ocorrida na última sexta-feira (10/4), desarticulou um grupo acusado de peculato e organização criminosa que utilizava cartões corporativos da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) para abastecimentos irregulares.
A investigação teve início após o recebimento de uma denúncia anônima pela administração municipal na última quarta-feira (8/4). As informações foram repassadas ao serviço de inteligência do Batalhão do Grupamento de Intervenção Rápida Ostensiva (Giro), da Polícia Militar, que passou a monitorar os alvos. O flagrante foi consolidado em um posto de combustíveis credenciado, localizado na Avenida Perimetral Norte, no setor Vila Regina.
No momento da abordagem, um motorista de caminhão que presta serviços à Seinfra foi surpreendido com um reservatório de mil litros de óleo diesel. O combustível havia sido pago com o cartão corporativo da pasta. Segundo a polícia, o esquema contava com a colaboração de um frentista do estabelecimento, que recebia vantagens financeiras para facilitar as transações fraudulentas sem levantar suspeitas imediatas.
Estrutura
Entre os detidos estão três motoristas servidores da Seinfra, o frentista do posto, o proprietário de uma empresa prestadora de serviços e dois funcionários desta mesma companhia. Em depoimento, um dos motoristas confessou a rotina do crime: o grupo realizava abastecimentos de grandes galões duas vezes ao dia, operando em diferentes postos credenciados para evitar a fiscalização.
O combustível desviado era revendido por um valor abaixo do mercado, cerca de R$ 4,00 por litro, com pagamentos realizados via dinheiro ou Pix para uma rede de contatos pré-estabelecida. Comprovantes de pagamentos em outros estabelecimentos foram apreendidos, indicando que a prática era sistemática.
Impacto aos cofres públicos
A Polícia Civil de Goiás agora trabalha para identificar a duração exata do esquema e a extensão total do dano ao erário. Estimativas preliminares apontam que o prejuízo aos cofres públicos superou os R$ 500 mil apenas na última semana de operação do grupo.
No âmbito administrativo, a Prefeitura de Goiânia instaurou um processo para apurar a conduta dos envolvidos, com a previsão de demissão dos servidores concursados ao final do rito legal. Os sete suspeitos permanecem à disposição do Judiciário na Central de Flagrantes.
