O cenário cinematográfico de Goiás ganha um novo registro documental nesta quarta-feira (15). O longa-metragem “O Brilho que Você Tem”, dirigido por Thais Oliveira e Larissa Melo, terá sua pré-estreia oficial às 16h, no Cinex — Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON). A exibição integra a programação da 17ª Mostra O Amor, a Morte e as Paixões, que segue com exibições gratuitas até o dia 22 de abril.
A produção busca preencher uma lacuna de informação sobre as múltiplas identidades que compõem a sigla. Thais Oliveira, uma das diretoras, define a obra como uma plataforma de visibilidade. “É um filme sobre liberdade, identidade e o brilho único que cada pessoa carrega dentro de si — um universo inteiro que merece ser visto e respeitado”, afirma. Segundo a cineasta, o projeto nasceu da necessidade de humanizar as trajetórias individuais diante de um cenário ainda marcado por preconceitos e desinformação.
Estética e direção
Do ponto de vista técnico, “O Brilho que Você Tem” adota uma linguagem que mescla o depoimento documental com elementos poéticos visuais. As diretoras utilizaram maquiagem neon e iluminação em luz negra para compor a estética das entrevistas. “Essas composições visuais representam as múltiplas camadas de identidade e simbolizam a bandeira que cada um carrega — única, diversa e luminosa”, detalha a direção.
A direção é assinada por profissionais com trajetória consolidada na região. Thais Oliveira é professora da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e acumula premiações recentes, como o Troféu Seriema (2025) pelo filme Expedição Araguaia. Já Larissa Melo atua como pesquisadora e produtora cultural, com foco em registros de memória e territórios do Centro-Oeste, tendo dirigido anteriormente o curta A Lenda da Serra das Areias.
Serviço e acesso
A Mostra O Amor, a Morte e as Paixões, tradicional no calendário cultural goianiense, conta nesta edição com mais de 70 títulos. Para a sessão de “O Brilho que Você Tem”, o acesso é gratuito, mas a organização ressalta a obrigatoriedade da retirada de ingressos diretamente na bilheteria do cinema, sujeita à lotação da sala.
O documentário surge em um momento de expansão da produção audiovisual goiana, reforçando a ocupação de espaços de prestígio por narrativas que documentam a realidade social do interior do Brasil sob a ótica da diversidade.







