Paraná Pesquisas mostra o quadro eleitoral em Goiás de forma didática. O governador Daniel Vilela (MDB) lidera em números e tem ainda a seu favor uma rejeição que em nada o ameaça.
Marconi Perillo (PSDB) em segundo, Wilder Morais (PL) e Adriana Accorsi (PT) – não confirmada como candidata – em terceiro deixam claro que nada mudou depois de vários meses de pré-campanha.
O que mudou foi a configuração do jogo. E isso também favorece Daniel. Feita a transição, ele agora está na corrida não mais como vice, mas como titular, depois de assumir o governo das mãos de Ronaldo Caiado.
E um Caiado agora pré-candidato oficial a presidente da República, o que o coloca em uma vitrine maior e um palanque também mais elevado. E dizer que essa exposição toda pode ser negativa – por conta de possíveis denúncias – é ignorar o óbvio: roda eleição é guerra. Bala pra lá e pracolá. Só vence quem para em pé.
Daniel também passou pelo teste das composições de chapa de candidatos a deputado estadual e federal. Sua base ficou agitada no corre das transferências, mas não se esgarçou, como torciam os adversários.
Marconi Perillo fez o dever de casa e construiu chapa considerada positiva para a Assembleia Legislativa. Melhor que a de deputado federal, especula-se. Positivo, porém insuficiente para aumento da perspectiva de poder que já reunia.
Wilder e Adriana seguem com questões internas mal resolvidas. Wilder, com Gustavo Gayer, pré-candidato a senador que está longe do engajamento ao seu projeto.
Adriana, pelo impasse no partido diante da escolha do candidato. Tudo indica que ela não terá como correr do chamado feito pelo presidente Lula. No entanto, reluta. Busca uma alternativa. E o tempo passa.
Daniel Vilela está acertando. Marconi, principalmente, alardeava – os marconistas – que Daniel cairia já na transição. Que não seria capaz de mostrar força e capacidade de liderar o governo, o MDB, a própria campanha. Precisão falha.
A pré-campanha entra em nova fase. O campo está aberto e o jogo está armado. Como os jogadores vão jogar definirá tudo. Esta é a leitura fácil. O difícil é também de leitura fácil: jogar certo.
Daniel não depende de erros e acertos dos outros. Depende de si mesmo. É time líder jogando em casa na reta final do campeonato. Os outros, sim, dependem de erros e desacertos seus. Precisam vencer a si mesmos e torcer para que o líder tropece nas próprias pernas.
