O Governo de Goiás assinou nesta quarta-feira (8) um protocolo de intenções para adquirir um imóvel de 53.147 m² no valor de R$ 500 milhões. O prédio, localizado no Conjunto Fabiana, em Goiânia, abrigará o novo Hospital Estadual de Urgências de Goiânia – Dr. Valdemiro Cruz (Hugo).
A estrutura, que está em fase final de construção, vai ampliar a capacidade do atual Hugo de 342 leitos para mais de 500 e dobrar o número de salas cirúrgicas, de 10 para 20. A unidade também passará de 52 para 90 leitos de UTI.
A transação
A compra será feita por contratação direta, com inexigibilidade de licitação, conforme o artigo 74 da Lei Federal nº 14.133/2021. O governo justificou a modalidade pela singularidade do imóvel, projetado especificamente para funcionar como hospital, e pela inviabilidade de encontrar outro prédio com características semelhantes.
O governador Daniel Vilela (MDB) afirmou que o valor de R$ 500 milhões cobre apenas o imóvel. Equipamentos não estão incluídos. Parte do que existe no Hugo atual será transferida, mas o Estado pretende adquirir novos equipamentos.
O imóvel foi originalmente construído para abrigar um hospital oncológico privado. O grupo investidor desistiu do projeto e comunicou que não ocuparia o espaço. A partir disso, o governo iniciou as negociações.
O que muda
O novo Hugo ficará a cerca de seis quilômetros do prédio atual. A mudança resolve um problema crônico: o prédio antigo, fundado em 1991, está obsoleto e passava por reformas constantes enquanto mantinha o atendimento — um desafio logístico que o governador classificou como “muito grande”.
A Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, que administra o Hugo por contrato de gestão, continuará à frente da nova unidade. O secretário de Saúde, Rasível Santos, afirmou que a parceria “é fantástica” e que a equipe do Einstein liderará o processo de migração.
Financiamento
O governo busca viabilizar financiamento para a operação, mas não descarta o uso de recursos do Tesouro Estadual.
“A saúde e o orçamento da saúde são sempre desafiantes, mas a gente acredita que podemos otimizar nosso orçamento”, disse Vilela.
A expectativa é que a transferência definitiva ocorra no início de 2027. Antes disso, serão feitas adequações no prédio. A Vigilância Sanitária do município já foi acionada para acelerar as aprovações.
