O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), manifestou apoio público à senadora Damares Alves (Republicanos-DF) após ela se tornar alvo de críticas de apoiadores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A parlamentar passou a ser atacada nas redes sociais depois de sair em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro durante a crise envolvendo a família Bolsonaro.
Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira (14), Caiado afirmou que os ataques dirigidos à senadora representam uma forma de violência política de gênero e criticou o ambiente de hostilidade dentro do próprio campo conservador.
“É inaceitável que a senadora Damares Alves seja alvo de ataques e violência de gênero por expressar suas opiniões. Não é assim que se faz política. A direita é maior que isso. Minha total solidariedade”, escreveu o ex-governador.
A manifestação ocorre em meio ao acirramento das divergências entre lideranças da direita. Nos últimos dias, Damares afirmou estar sofrendo ataques de pessoas que considera aliadas após defender Michelle Bolsonaro em pronunciamento no Senado. A senadora também pediu o fim do chamado “fogo amigo” e fez um apelo para que militantes conservadores deixem de atacar integrantes do próprio grupo político.
Durante o discurso, Damares reforçou que continua apoiando a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência por ser o nome indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao mesmo tempo, fez uma defesa enfática de Michelle Bolsonaro, afirmando que a ex-primeira-dama tem enfrentado ataques sem ter espaço institucional para responder às críticas.
“Estou aqui para dizer ao Brasil que você é uma mulher digna, justa, honesta, que não trai, não mente e não se corrompe”, declarou a senadora ao se dirigir a Michelle.
Crise na direita
O episódio tem origem em um vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro no fim de junho, no qual a ex-primeira-dama afirmou ter sido desrespeitada pelo enteado, Flávio Bolsonaro. A declaração aprofundou divergências dentro do grupo político e gerou especulações sobre uma disputa por protagonismo entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Após a repercussão, Michelle deixou a presidência do PL Mulher e sua participação nas eleições deste ano passou a ser tratada com cautela pelo partido.
Nos últimos dias, Damares também negou qualquer rompimento com Flávio Bolsonaro e reiterou que continua apoiando sua pré-candidatura. Segundo ela, a defesa de Michelle não representa uma mudança de posicionamento político, mas um gesto de solidariedade diante dos ataques sofridos pela ex-primeira-dama
