A menos de um mês da convenção que oficializará as candidaturas do PT em Goiás, marcada para 4 de agosto, uma ala do partido insiste em tentar demover a deputada federal Adriana Accorsi de sua decisão de não disputar o governo do estado. O movimento, que encontra eco em setores da direção nacional, considera que Accorsi seria um palanque mais competitivo para o presidente Lula do que o pré-candidato Luis César Bueno, nome já homologado pelo diretório estadual.
Accorsi, no entanto, mantém a posição. A deputada reafirmou que é pré-candidata à reeleição à Câmara dos Deputados e não pretende mudar de rota.
O próprio Luis César descarta a hipótese: “Não existe nenhuma possibilidade de Adriana Accorsi ser candidata a governadora”.
O nome de Aava Santiago
Outra opção que circula entre petistas é a vereadora Aava Santiago, do PSB, pré-candidata a deputada federal. Há quem aposte que, após conversas com Lula em Brasília, ela poderia ser convencida a disputar o Senado ou até mesmo o governo. Aava nega.
A parlamentar disse estar à disposição para “contribuir com a construção da candidatura do presidente Lula em Goiás“, mas deixou claro que seu projeto político é “ampliar a bancada do PSB na Câmara dos Deputados“.
O impasse
A situação expõe uma divisão no PT goiano. De um lado, a maioria do diretório estadual e os partidos da Frente Progressista apoiam Luis César. De outro, uma ala minoritária, mas com trânsito em Brasília, ainda tenta construir uma alternativa. Enquanto a direção nacional não bater o martelo, a campanha não decola.
O que muda
Se a direção nacional confirmar Luis César, a resistência interna tende a se dissipar e o partido se unifica em torno do nome. Se a decisão for por outro nome, a convenção de 4 de agosto terá que homologar um candidato que ainda não está publicamente colocado.
A definição é esperada para esta semana. A direção nacional pode referendar Luis César ou abrir negociação para um nome de consenso. Até lá, o PT goiano segue sem candidato oficial.
