Nova pesquisa eleitoral do instituto Nexus, desenvolvida em parceria com o banco BTG Pactual e divulgada nesta segunda-feira (15), traz um panorama detalhado sobre a corrida pela presidência da República para o pleito de 2026. O levantamento aponta a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tanto nas simulações de primeiro turno quanto nos cenários de segundo turno. Além disso, o estudo registra, de forma inédita nesta série específica, uma inversão numérica na aprovação popular da gestão federal.

No primeiro cenário estruturado para o primeiro turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que obtém 33%. Na sequência das intenções, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) registram 4% cada um. Os políticos Romeu Zema (Novo), Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) alcançam o patamar de 2% cada. Já Aécio Neves (PSDB) e Cabo Daciolo (Mobiliza) têm 1% das respostas cada. Votos brancos, nulos ou a opção por nenhum candidato somam 5%, ao passo que os eleitores indecisos representam 3%.

Em um segundo cenário de primeiro turno, no qual há exclusão de nomes com menor percentual, Lula oscila para 43%, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 34%. O candidato Renan Santos aparece com 5%, seguido por Ronaldo Caiado, com 4%. Os demais postulantes, Romeu Zema e Joaquim Barbosa, registram 3% cada. A soma de brancos e nulos atinge 6% e a parcela dos que não sabem ou não responderam equivale a 2%.

Nas simulações diretas de segundo turno, o atual mandatário vence todos os adversários testados pelo instituto. A menor distância ocorre no confronto direto com Flávio Bolsonaro, no qual Lula obtém 49% contra 43% do senador fluminense. Esse resultado demonstra uma ampliação da vantagem em relação ao levantamento do mês de maio, período no qual o petista registrava 47% contra os mesmos 43% do parlamentar. Nos demais embates de segundo turno, Lula supera o ex-governador Romeu Zema por 49% a 39%, bate Ronaldo Caiado por 48% a 39% e vence Renan Santos pelo placar de 49% a 36%.

A melhora no desempenho eleitoral do presidente caminha de forma paralela com a evolução da percepção pública sobre o trabalho do governo federal. A aprovação da gestão atual atinge 48%, ao passo que a desaprovação fica em 47%. Houve, portanto, uma oscilação favorável em comparação a maio, quando o índice de rejeição ao governo era de 48% contra 47% de aprovação.

Na avaliação detalhada dos entrevistados, 17% classificam o governo como ótimo, 21% como bom, 21% como regular, 7% como ruim e 34% como péssimo.
A metodologia aplicada pela pesquisa Nexus/BTG envolveu a coleta de dados de 2.017 eleitores com 16 anos ou mais, por meio de entrevistas telefônicas realizadas entre os dias 12 e 14 de junho, com abrangência nacional em 27 unidades da federação. A margem de erro oficial do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, sob um nível de confiança estatística de 95%. O registro formal junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atende pelo protocolo de identificação BR-06645/2026.
