A Copa começou. O jogo foi ruim, podia ter sido pior, e temos que agradecer o empate. Mas eu sou otimista e consigo olhar para o caos e perceber que o time tem uma ideia de jogo, que deu certo por um curto período de tempo.
A Copa do Mundo não é um campeonato normal. Antes eram sete jogos, agora são oito. Ou seja, precisamos acertar em pouco tempo e não necessariamente jogar bem em todas as partidas. Existe uma máxima: Copa do Mundo é para ganhar, não para jogar bonito.
A história conta a versão dos vencedores e raramente se apega a quem jogou bem e não ganhou. As exceções que ficaram na memória são a Holanda de 1974, o Brasil de 1982 e o Portugal de Eusébio.
Com o tempo, as coisas que pareciam ruins vão sendo revistas e as narrativas se alteram. Agora, com o advento dos comentários esportivos feitos por ex-jogadores, alguns pontos muito discutíveis das equipes de 1994 e 2002 passaram a ser considerados virtudes.
Então, como tudo o que foi dito acima, na próxima sexta-feira, dia 19, o país vai parar novamente. Vamos mais uma vez para a frente da TV, continuar nos divertindo e usar esses eventos para fazer festas e encontrar amigos.
Já foi um. Faltam, se tudo der certo, mais sete. E assim vamos, a cada jogo, nos iludindo. Quando acabar, voltaremos nossos olhares para outras coisas.
Este ano temos eleições amplas, que agora entram em compasso de espera. O assunto não é quem vai sentar na cadeira de presidente em 2027. Os assuntos de hoje são: Endrick merece ser titular? Por que colocou Ibáñez? Como ele vai montar esse time sem laterais? E o Neymar, vai jogar quando?
