O Museu da Imagem e do Som de Goiás (MIS-GO) sedia, a partir do dia 17 de junho, a exposição “No tempo do acontecimento”, da fotógrafa Adriana Bittar. A coletânea de imagens propõe uma imersão profunda nas principais manifestações culturais e celebrações populares do estado. O projeto foca na subjetividade e na preservação da memória goiana, com curadoria assinada por Débora Duarte.
A abertura oficial do evento ocorre na próxima quarta-feira, às 9 horas, na sede da instituição. O museu fica no Centro Cultural Marietta Telles Machado, na Praça Cívica, em Goiânia. Os visitantes podem conferir registros visuais de festejos célebres do interior, como as Cavalhadas de Pirenópolis e a Procissão do Fogaréu, que acontece anualmente na Cidade de Goiás. A mostra também joga luz sobre manifestações de forte teor comunitário e religioso, a exemplo da Festa do Império de Nossa Senhora da Abadia e da Romaria do Vão do Moleque, situada no município quilombola de Cavalcante.
Abordagem
A proposta estética e conceitual de Adriana Bittar afasta-se do mero registro documental de caráter factual. A artista busca elementos sutis que escapam aos olhares desatentos, com o objetivo de captar a força cultural e a presença viva das tradições nessas reuniões coletivas.
A base teórica que sustenta a narrativa visual encontra respaldo nas reflexões do antropólogo francês Claude Lévi-Strauss. A exposição compreende as festas populares como verdadeiras rupturas na ordem do dia a dia, momentos capazes de injetar novos sentidos e energias no tecido social e de renovar os pactos comunitários de identidade regional.
Serviço
O período de visitação segue até o dia 18 de julho de 2026, com acesso totalmente gratuito ao público. O MIS-GO recebe os visitantes de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 13h. A iniciativa atrai pesquisadores, historiadores e a comunidade interessada em patrimônio imaterial.
O Centro Cultural Marietta Telles Machado, que abriga o museu, fica localizado em uma região de fácil acesso no coração da capital goiana. O agendamento prévio não é necessário para visitas individuais ou de pequenos grupos, o que facilita a entrada de turistas e moradores que circulam pelo centro histórico de Goiânia.
