A Polícia Civil de Goiás (PCGO) concluiu, nesta segunda-feira (30), o inquérito que investigava a origem de uma ossada humana encontrada no setor Jardim América, em Goiânia. O caso, que teve início em outubro de 2025, foi esclarecido pela Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), que identificou tanto a vítima quanto o autor do crime, motivado por desavenças ligadas ao tráfico de drogas.
Os restos mortais foram localizados por operários de uma construção civil enquanto preparavam o solo para a fundação de um novo edifício. Na época, a área foi isolada para perícia, e o material encaminhado à Polícia Técnico-Científica. O processo de identificação foi possível graças ao cruzamento de amostras genéticas com os dados da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos. Os exames confirmaram que a vítima era um homem de 41 anos, cujo paradeiro era desconhecido desde julho de 2024.
O crime e a autoria
Com a qualificação da vítima, o Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) e a DIH iniciaram as diligências para reconstruir os últimos passos do homem. Segundo as investigações, o responsável pelo homicídio é Thiago Monteiro da Silva, de 45 anos. O suspeito, que já se encontra detido por outros crimes, teria atraído a vítima até o barracão onde morava, na mesma região onde os restos mortais foram localizados.
O inquérito aponta que o crime ocorreu por meio de asfixia (enforcamento). Após a execução, o investigado enterrou o corpo no quintal da residência. Algum tempo depois, Thiago desocupou o imóvel e o entregou aos proprietários, sem que houvesse suspeitas imediatas sobre o ocorrido no local.
Histórico criminal
Thiago Monteiro da Silva possui uma extensa ficha criminal, com registros por roubo, ameaça, tráfico de drogas, porte de arma de fogo de uso restrito, receptação e falsa identidade. Diante da periculosidade demonstrada pelo histórico e pela gravidade do novo crime imputado, a Polícia Civil representou pela sua prisão preventiva.
A divulgação do nome e da imagem do investigado foi realizada com base na Lei nº 13.869/2019 e na Portaria nº 541/2021 – PC. O objetivo da polícia é permitir que novas testemunhas se apresentem e que informações sobre outros possíveis crimes praticados pelo indiciado cheguem ao conhecimento das autoridades.
