O Brasil está fora da Copa do Mundo. Perdeu para a Noruega por 2 a 1 e viu morrer, mais uma vez, o sonho do hexa. A camisa continua pesada, a história continua imensa, mas nada disso entra em campo para marcar gols, defender, correr ou decidir.
A Noruega jogou com organização, coragem e objetividade. O Brasil jogou com a lembrança do que já foi.
Haaland foi o retrato da diferença: frio, decisivo, mortal. Fez os gols que derrubaram a Seleção e calaram a esperança brasileira. Neymar ainda descontou de pênalti, nos acréscimos, mas era tarde. O gol veio mais como despedida do que como reação.
O futebol tem dessas crueldades. Ele respeita a tradição, mas não se curva diante dela. Quem vive de passado costuma ser cobrado pelo presente. Desde 2002, o Brasil carrega a mesma pergunta: quando virá o hexa? E, a cada Copa, a resposta fica mais dolorida.
A eliminação para a Noruega não é apenas uma derrota. É um recado. O mundo mudou. O futebol mudou e o Brasil precisa parar de acreditar que a camisa, sozinha, resolve tudo.
O hexa continua sendo sonho. Mas sonho que não se alimenta de bom futebol acaba acordando antes da hora.
