A abertura da reforma do CEPI Alfredo Nasser, em Buriti Alegre, nesta sexta-feira (3), explicitou a estratégia de Fátima Gavioli (PSD) para a pré-campanha a deputada federal: ancorar sua candidatura no legado da gestão educacional que comandou por mais de seis anos.
Ex-secretária de Educação de Goiás, Gavioli foi um dos nomes mais longevos da equipe do ex-governador Ronaldo Caiado. Agora, com a sucessão já consolidada por Daniel Vilela (MDB), ela busca transferir o capital político acumulado na Seduc para a disputa por uma cadeira no Congresso.
Os números como argumento
No discurso, Gavioli apresentou um balanço da infraestrutura educacional do estado. Disse que as escolas com quadras cobertas saltaram de 353 para mais de 500 durante sua gestão e que restam 81 unidades para universalizar o equipamento. Também afirmou que as 67 obras paralisadas encontradas em 2019 foram todas concluídas.
“Muitos diziam que eu não conseguiria tocar as obras”, afirmou, ao lembrar resistências que disse ter enfrentado como mulher em um cargo historicamente ocupado por homens.
Aprovação pública
O ex-deputado Álvaro Guimarães fez um discurso de reconhecimento: “Pude acompanhar de perto tudo isso. Parabéns pela atuação à frente da Seduc”.
O gesto tem peso político. Guimarães é uma voz influente na região e sua presença sinaliza capilaridade da pré-campanha de Gavioli no sul goiano.
O investimento de R$ 4,4 milhões no CEPI Alfredo Nasser incluiu acessibilidade, reforma elétrica, prevenção de incêndio, salas, quadra e refeitório. A unidade é vinculada à Coordenação Regional de Itumbiara.
Gavioli defende que a educação tenha uma “representação técnica e experiente” no Congresso. É com esse argumento que pretende se diferenciar em uma disputa que deve ter nomes ligados a diferentes setores do funcionalismo público.
