A taxa de desemprego em Goiás caiu de 5,1% para 4% no segundo trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado coloca o Estado abaixo da taxa média de desocupação registrada no Brasil, que ficou em 5,4% no mesmo período.
A redução representa uma queda de 1,1 ponto percentual na taxa de desocupação goiana em relação ao primeiro trimestre do ano. O indicador considera a parcela da população na força de trabalho que está sem ocupação e disponível para trabalhar.
Com o resultado, Goiás aparece entre os estados brasileiros com menores taxas de desemprego no período.
Informalidade fica em 36,1%
Apesar da redução do desemprego, a taxa de informalidade em Goiás aumentou no segundo trimestre. O indicador passou de 34,2% para 36,1%.
Mesmo com a alta em relação aos três primeiros meses do ano, o percentual permaneceu abaixo da média nacional, que foi de 37,4%.
A taxa de informalidade considera trabalhadores ocupados em diferentes situações sem vínculo formal de trabalho, entre eles empregados sem carteira assinada, trabalhadores por conta própria sem CNPJ e pessoas inseridas em outras modalidades de ocupação informal.
Subutilização atinge menor patamar da série histórica
Outro destaque dos dados da PNAD Contínua é a taxa de subutilização da força de trabalho, que ficou em 8% em Goiás no segundo trimestre de 2026.
Segundo o levantamento, esse foi o menor percentual registrado na série histórica da pesquisa no Estado.
O indicador reúne pessoas desocupadas, trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas e aqueles que estão disponíveis para trabalhar, mas não estão inseridos na força de trabalho.
A taxa é utilizada para ampliar a análise sobre o mercado de trabalho, já que considera não apenas quem está oficialmente desempregado, mas também pessoas que enfrentam diferentes níveis de insuficiência de trabalho.
PNAD acompanha mercado de trabalho
A PNAD Contínua é realizada pelo IBGE e acompanha as mudanças trimestrais no mercado de trabalho brasileiro. A pesquisa permite analisar indicadores como ocupação, desocupação, informalidade e subutilização da força de trabalho em diferentes períodos e regiões do país.
Os dados ajudam a acompanhar as oscilações do mercado de trabalho no curto, médio e longo prazos.
