No marketing de largada, as campanhas dos quatro principais candidatos ao governo de Goiás estão em empate técnico.
Todo mundo no mesmo rumo. Posicionamento igual. Diferença na vírgula e na entonação.
Ponto de partida misturado para uma guerra que caminha para ser decidida sem criatividade: no rés do chão.
Disputa ideal pra ver quem (se) mata mais, quem vence no braço da militância e quem se impõe melhor nas estruturas de rolo compressor ou furtiva adesão.
Em mente, todos estão com propósito igual. Na emoção, porém, não há calor que queime o coração. Ainda, pelo menos.
A chave das mensagens de persuasão é “em frente”, e o destaque é “fazer mais”.
Os jingles da convenção entregam:
Wilder:
“Começou a vida
Igual muita gente
Com pouco no bolso
Mas seguiu em frente
(…)
Mas eu quero é mais
O melhor pra Goiás
É Wilder Morais”
Marconi:
“É hora de olhar pra frente.
(…)
Quando o futuro está em jogo,
experiência é o que vale mais
Goiás precisa de Marconi. Marconi precisa de você,
é o que se ouve em todo canto,
pra Goiás crescer.”
Daniel:
“Com Daniel eu vou.
Pra Goiás seguir em frente,
Daniel governador.
Com Daniel eu vou.
Tamo junto com Caiado,
Daniel governador”
Luiz César Bueno manda ver no slogan: “Goiás pode mais”, que fisgou de Marconi – que usou, não registrou e perdeu o direito de usar. Mas pensou, planejou.
Unanimidade: ninguém ousa falar mal de Ronaldo Caiado (PSD).
A aprovação de 87%, segundo a mais recente Quaest, serve de blindagem a Caiado e de referência para todos.
Sem poder dizer que está tudo ruim no Estado, que é preciso mudar tudo, o marqueteiro de cada um repete o mesmo mantra: está bom, vai melhorar com…
Wilder arrisca convencer que sabe fazer, engenheiro que é. E Marconi firma pé na experiência. Contra o Daniel é Caiado.
Todos seguem roteiro medido em pesquisas qualitativas. Iguais, logo se vê, na essência do diagnóstico.
Na essência da pregação, carregam um elogio direto a Caiado. Uma clara homenagem.
Caiado não precisa pisar em Goiás durante sua campanha para presidente para estar presente na campanha para governador de Daniel (que apoia) e os outros.
E é para não perderem mais na desvantagem desse apoio que os outros nomes cantam que o negócio é seguir em frente e fazer mais.
Caiado é o candidato subliminar da eleição em Goiás. Aquele que pode fazer a diferença final.
Não é Lula (PT), não é Flávio Bolsonaro (PL), não é Renan Santos (Missão), nem Romeu Zema (Novo). É Caiado.
Caiado governador, e não o Caiado candidato a presidente. Este não conta. Pelo menos, ainda.
Veja os jingles das convenções dos três principais candidatos. São parâmetro do que veremos a seguir.
