O Instituto Trata Brasil apresenta, em 27 de agosto, dados que associam a falta de saneamento básico a cerca de 100 mil internações de crianças de 0 a 9 anos no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2024. A apresentação ocorre no III Encontro Nacional da Primeira Infância (ENAPI), em Goiânia.
O estudo indica que, do total de internações, aproximadamente 70 mil ocorreram na faixa etária de 0 a 4 anos. Outras 30 mil afetaram crianças de 5 a 9 anos. A ausência de infraestrutura adequada expõe crianças a doenças de veiculação hídrica.
A palestra será ministrada por Luana Pretto, presidente executiva do Instituto Trata Brasil. O painel terá mediação do conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO), Daniel Goulart.
Impactos na infância
A falta de saneamento compromete não apenas a saúde física das crianças. O problema afeta o desempenho cognitivo e escolar, com reflexos diretos na renda futura desses indivíduos.
Em nota, Luana Pretto afirma que a falta de saneamento compromete a infância brasileira desde os primeiros anos de vida.
“Isso significa menos dias de escola, prejuízo no desenvolvimento cognitivo e um impacto que pode acompanhar essas crianças por toda a vida, inclusive na renda que terão no futuro. Universalizar o saneamento básico é investir diretamente na saúde e no potencial das próximas gerações”, declara.
Próximos desdobramentos
O encontro ocorre em 27 de agosto, às 10h30, no Teatro Rio Vermelho, em Goiânia. As inscrições e a programação completa estão disponíveis em enapi.com.br. O Instituto Trata Brasil, organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) que atua desde 2007, defende a universalização do saneamento como prioridade.
