O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) realizou, pela primeira vez, uma sessão de julgamento formada apenas por mulheres. O momento histórico ocorreu na terça-feira (30), durante os trabalhos da 6ª Câmara Cível, e simboliza o crescimento da participação feminina em posições de decisão dentro da magistratura goiana.
A sessão foi conduzida pela desembargadora Sandra Teodoro, presidente do colegiado e ouvidora do TJGO. Também integraram a composição as desembargadoras Roberta Nasser Leone e Laura Maria Ferreira. Em razão da ausência do desembargador Aureliano Albuquerque Amorim, as vagas foram ocupadas pelas juízas substitutas em segundo grau Viviane Silva de Moraes Azevedo e Liliana Bittencourt, formando um colegiado inteiramente feminino.
Para Sandra Teodoro, o episódio representa mais do que um marco simbólico. Segundo a magistrada, a presença crescente de mulheres em funções estratégicas do Poder Judiciário fortalece a diversidade institucional e amplia a representatividade nas decisões judiciais.
“É a celebração da competência, da dedicação e da crescente presença feminina nos espaços de decisão, reafirmando que uma Justiça mais plural fortalece a democracia e amplia a representatividade institucional”, afirmou a desembargadora.
O que faz a 6ª Câmara Cível do TJGO
A 6ª Câmara Cível é responsável pelo julgamento de recursos relacionados a diferentes áreas do Direito Civil. Entre os principais assuntos analisados pelo colegiado estão ações envolvendo contratos, indenizações, direito do consumidor, responsabilidade civil, família, sucessões, inventários, divórcios, guarda de menores, pensão alimentícia, posse, propriedade e direito empresarial.
Também passam pelo colegiado processos sobre planos de saúde, concursos públicos, demandas envolvendo servidores públicos, ações contra o Estado e municípios, além de casos de improbidade administrativa e mandados de segurança em matérias não criminais.
Participação feminina avança na magistratura
A realização da sessão exclusivamente feminina ocorre em um cenário de maior presença das mulheres na magistratura brasileira, especialmente nos tribunais de segunda instância, espaços historicamente ocupados em maior número por homens.
O episódio reforça a ampliação da participação feminina em cargos de liderança dentro do Judiciário goiano e evidencia uma transformação gradual na composição dos órgãos responsáveis por decisões de grande impacto para a sociedade.
