A Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito que investigava um professor por crime de estupro de vulnerável dentro de uma unidade escolar em Uruana, na região central do estado. O indiciamento ocorreu nesta quinta-feira (26), após a coleta de provas que apontam o abuso contra uma estudante de 17 anos, que possui deficiência intelectual.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Douglas Costa, a conclusão das investigações foi sustentada por um conjunto robusto de elementos. Entre as provas fundamentais para o indiciamento, destacam-se depoimentos de testemunhas, relatórios técnicos enviados pelo Conselho Tutelar e os resultados de exames periciais realizados na vítima. O crime teria ocorrido nas dependências da instituição de ensino onde o suspeito lecionava.
Histórico e afastamento
O investigado atuava na rede pública de ensino por meio de um contrato temporário. Assim que as denúncias vieram à tona e os órgãos de segurança foram acionados, a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) formalizou o encerramento do vínculo profissional e o afastamento imediato do docente.
A investigação policial revelou ainda um dado alarmante: esta não é a primeira vez que o nome do professor aparece em registros policiais de natureza sexual. Em 2021, ele já havia sido alvo de uma investigação por assédio sexual em outra unidade escolar, também localizada no município de Uruana. Agora, a Polícia Civil apura se existem outras vítimas ou se o indiciado utilizava sua posição de autoridade para cometer crimes sistematicamente contra outros alunos.
Implicações jurídicas
Com o encerramento do inquérito, o processo segue agora para o Poder Judiciário. O professor responderá pelo crime de estupro de vulnerável, tipificado no Código Penal brasileiro pela impossibilidade de resistência da vítima — neste caso, agravada pela deficiência intelectual. Se condenado, a pena prevista para este tipo de crime pode chegar a 15 anos de reclusão.
Até o fechamento desta edição, a identidade do professor não foi formalmente divulgada pelas autoridades, o que impediu a localização da defesa técnica para manifestação. A Seduc limitou-se a informar que segue colaborando com o fornecimento de informações para o inquérito.
