Ato pró-anistia mostrou Bolsonaro com povo de menos em seu apoio

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O ato pró-anistia convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ficou longe do esperado. A PM do Rio de Janeiro fala em 400 mil presentes em Copacabana. O Cebrap, que usou IA, chegou a pouco mais de 18 mil. O fracasso começa aí.

Antes, os eventos bolsonaristas eram superlativos, e os adversários corriam para tentar desmerecer. Agora ocorre o contrário. Os bolsonaristas estão em campo criticando as contagens ‘fakes’, na defesa.

O bolsonarismo perde no volume real e na narrativa virtual. A discussão de quantos foram às ruas neste domingo para protestar tem peso político, e se a conta de repente se mostra no negativo, isso não é nada bom para quem criou outra expectativa.

E fica frágil contra-argumentar que é a mídia corporativa que deturpa tudo, ou que é o PT e os adversários que estão mentindo. Porque, antes, nada disso impedia que a versão bolsonarista prevalecesse. Se ela está perdendo agora, algo está errado. Ou o culpado é o sofá?

Rever a estratégia talvez seja o passo natural agora para o bolsonarismo. As ruas já não são o campo certo de vitórias na guerra. Virou campo minado. E uma possível condenação de Bolsonaro com base no pedido da PGR está ali, na curva do rio.

Atenção aos detalhes dos últimos dias:

1 – Bolsonaro chamou petistas de feias e ‘incomíveis’. Desgaste. Que só não foi maior porque…

2 – …em seguida Lula disse ter escalado uma “mulher bonita” (Gleise Hoffmann) para cuidar da articulação política do governo. O que deu ruim. Mas aí…

3 – …veio Gustavo Gayer para salvar o petista… Ao partir para o ataque contra a declaração de Lula, Gayer subiu o tom: sugeriu um “trisal” entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), Gleisi e o namorado dela, deputado federal Lindbergh Farias (PT). Gayer entrou na mira de Alcolumbre.

O perigo de chamar o povo demais, é ter povo de menos, e cada vez menos. A lição vale para todos os políticos. A direita cresceu – ou se revelou – nos últimos anos. Mas Golias também era grande.

E tem mais: o assunto pró-anistia, mote e bandeira de resistência, não ganhou superpoder popular. Pelo contrário.

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