O mistério sobre o paradeiro de João Paulo Vaz da Silva, de 27 anos, conhecido como “João Planta”, ganhou um novo capítulo nesta semana. O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO) confirmou, nesta última terça-feira (6/1), a suspensão das operações de busca física pelo biólogo na região de Alto Paraíso de Goiás. A decisão foi tomada após 30 dias de buscas sem que nenhum vestígio concreto fosse localizado na área da Chapada dos Veadeiros.
João desapareceu no dia 7 de dezembro de 2025. Segundo relatos da investigação, ele estava em casa, no setor Cidade Alta, quando saiu para ajudar dois homens desconhecidos que solicitavam auxílio para desatolar um veículo. O biólogo deixou a residência sem documentos, dinheiro ou o próprio celular, que ficou carregando na tomada. Desde então, não houve sinal de vida ou movimentação financeira.
Critérios técnicos e interrupção dos trabalhos
Em nota oficial, a corporação esclarece que todos os protocolos operacionais foram esgotados. Durante as últimas semanas, as equipes utilizaram drones e cães farejadores, mas a falta de um ponto inicial comprometeu a eficácia das buscas de campo.
A tenente-coronel Gyovana da Cruz Martins explicou que a retomada das operações depende agora do surgimento de novos indícios.
Críticas às diligências iniciais
Com a suspensão das buscas físicas, o caso concentra-se agora no trabalho de inteligência da Polícia Civil de Goiás (PCGO). No entanto, o ritmo das investigações é alvo de críticas. Em entrevista ao portal Metrópoles, uma amiga de João, que optou pelo anonimato, expressou a angústia do grupo: “Não sabemos se a investigação está sendo conduzida como desaparecimento ou como um homicídio”.
Além da incerteza sobre a linha investigativa, relatos colhidos pelo mesmo veículo indicam que o celular do biólogo teria demorado semanas para ser recolhido para perícia e que imagens de câmeras de segurança da região não teriam sido solicitadas com a urgência necessária pelas autoridades.
Suspeita de emboscada e mobilização
A comunidade local descarta a hipótese de sumiço voluntário. João é descrito como uma pessoa pacífica e sem histórico de conflitos, mas um incidente de abril de 2024 traz preocupação: o biólogo foi vítima de um atropelamento que a família suspeita ter sido uma tentativa de homicídio intencional.
Diante da falta de respostas, amigos organizaram a mobilização digital “Justiça por João Planta” no Instagram. O grupo lançou uma “vaquinha” virtual com meta de R$ 15 mil para custear assistência jurídica particular, visando pressionar por respostas mais assertivas e evitar o arquivamento do inquérito.
Como ajudar: A Polícia Civil reforça que qualquer informação deve ser comunicada pelo telefone (62) 3446-1127 ou pelo canal de denúncias 197. João tem 1,75m de altura, constituição magra, pele clara, olhos e cabelos castanhos, além de usar aparelho dentário e barba.










