O Setorial de Segurança Pública do Partido dos Trabalhadores (PT) formalizou, nesta semana, uma sugestão à presidência nacional da sigla para que a deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) assuma o comando do Ministério da Segurança Pública. A indicação surge em meio às discussões sobre a recriação da pasta, que atualmente está integrada ao Ministério da Justiça, sob a liderança de Ricardo Lewandowski.
A proposta, encaminhada ao presidente do partido, Edinho Silva, também cita os nomes de Tarso Genro, ex-governador do Rio Grande do Sul, e Benedito Mariano, ex-ouvidor da Polícia Civil de São Paulo. Contudo, a decisão final sobre a separação dos ministérios e a nomeação do titular é uma prerrogativa exclusiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Pressão por pasta exclusiva
A divisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública ganhou força no Palácio do Planalto após crises recentes na segurança dos estados, como a Operação Contenção no Rio de Janeiro que deixou mais de 120 mortos. Especialistas defendem que um ministério próprio permitiria uma coordenação federal mais robusta no combate ao crime organizado.
A estrutura de uma pasta dedicada exclusivamente à segurança já existiu temporariamente durante o governo de Michel Temer. No atual cenário, setores do PT buscam um nome que equilibre a experiência técnica na área policial com a interlocução política.
Quem é Adriana Accorsi
Adriana Accorsi é delegada de carreira e foi a primeira mulher a chefiar a Polícia Civil de Goiás. Em sua trajetória, liderou investigações de grande impacto nacional, como o caso Lucélia Rodrigues — episódio que chocou o país em 2008, quando Accorsi comandou o resgate de uma menina de 12 anos mantida em cárcere privado e submetida a torturas por uma empresária em Goiânia.
Atualmente no exercício do mandato federal, Accorsi é vista como uma peça-chave para dialogar com as forças de segurança, setor que representa um desafio de articulação para a gestão atual. Ainda que o seu nome ganhe força para o Executivo, a deputada mantém-se, por ora, como pré-candidata à reeleição em 2026.









