Jogar videogame nem sempre precisa ser uma experiência individual. Muitas vezes, a diversão ganha uma camada extra quando dividida com outra pessoa, seja para trabalharem em sintonia ou para passarem “um pouquinho de raiva” juntos.
Atualmente, a indústria oferece opções que vão desde simuladores de fazenda relaxantes até desafios de desarmar bombas sob pressão. Se você está procurando uma desculpa para ocupar o segundo controle, aqui vai uma lista com 10 títulos indispensáveis.
It Takes Two
Vencedor do prêmio de Jogo do Ano no The Game Awards 2021, ele é a definição perfeita de cooperação obrigatória. Na história, você e seu parceiro controlam um casal prestes a se separar que é transformado em bonecos pela própria filha. O gameplay muda a todo momento e força os dois jogadores a trabalharem em sintonia total para superar os desafios. É uma jornada emocionante, visualmente incrível e que, de quebra, ainda tenta salvar um casamento.
Overcooked! All You Can Eat
É basicamente um simulador de “Pesadelo na Cozinha”, só que sem as nojeiras e com muito mais gritaria na sala de casa. A premissa é simples: preparar pratos e entregar no prazo. O problema é que a cozinha pode ser dentro de um caminhão em movimento ou em cima de um iceberg. É confusão pura na hora de decidir quem lava os pratos, quem corta a cebola ou quem apaga o fogo que (com certeza) vai começar. Se o seu relacionamento ou amizade sobreviver após o play, pode investir que é sucesso.
Mario Kart World
Se antes os players ficavam restritos a um circuito mais fechado de pistas, Mario Kart World traz uma escala global com circuitos inspirados em cidades reais e uma integração que faz a disputa pelo primeiro lugar ser ainda mais acirrada. O caos dos cascos e bananas continua o mesmo, mas agora com um tempero de exploração que dá um fôlego novo para a franquia mais clássica de corrida da Nintendo que começou lá com o Super Nintendo.
Stardew Valley
O “game conforto” definitivo para dez entre onze jogadores. No fundo, ele é aquele “Colheita Feliz” que a gente amava, mas com esteroides: tem elementos de RPG, exploração de cavernas e um simulador social completíssimo. Jogar em dupla transforma a experiência, já que vocês podem dividir as tarefas da fazenda que herdaram do vovô — enquanto um foca em regar as plantas e cuidar das galinhas, o outro pode ir pescar ou enfrentar monstros na mina. É o jogo perfeito para construir uma vida virtual tranquila, estreitar laços e, quem sabe, até casar com algum NPC (ou com o seu próprio parceiro de jogo).
GangBeasts
Tiro, porrada e bomba. Aqui os personagens que parecem feitos de gelatina e têm a coordenação motora de alguém que exagerou no happy hour. Aqui não tem muita regra: o objetivo é agarrar, socar e arremessar seus amigos para fora da arena, que pode ser desde o topo de um prédio até um incinerador industrial. A física do jogo é propositalmente boba, o que rende gargalhadas sinceras enquanto você tenta desesperadamente se segurar na borda de um caminhão em movimento para não ser eliminado. É o caos em estado puro onde quem ficar de pé por último ganha a moral da noite.
Keep Talking and Nobody Explodes
Imagine o seguinte cenário: você está preso em uma sala com uma bomba-relógio. Seus amigos têm o manual para desarmá-la, mas eles não podem ver a bomba, então você precisa se comunicar – rápido! O modo cooperativo local requer dois ou mais jogadores.
Split Fiction
Imagine que a “tela dividida” não é apenas um formato, mas a mecânica central do jogo. Aqui, você e seu parceiro precisam manipular literalmente a divisão da tela para criar caminhos e resolver quebra-cabeças. É o tipo de jogo que vai fritar o seu cérebro e exigir uma coordenação motora que nem sempre a gente tem depois de um dia cansativo, mas a satisfação de passar de fase compensa.
Cuphead
Para muitos, ele é o Dark Souls disfarçado de desenho animado dos anos 30. A história é aquela clássica roubada: dois irmãos que decidiram apostar com o tinhoso no cassino, perderam e agora precisam cobrar as dívidas de outros devedores para não entregarem a própria alma. Não se deixe enganar pela estética nostálgica e trilha sonora de jazz; o jogo é difícil pra caramba e vai testar todos os seus reflexos.
Jogar em dupla é um misto de alívio e caos: enquanto um pode “ressuscitar” o outro com um parry no momento certo, a tela vira uma bagunça de tiros e magias. É o tipo de desafio que faz você e seu amigo comemorarem cada vitória como se tivessem ganhado a Copa do Mundo. Ah, e sem falar que o jogo fica mais difícil em dupla, pois são necessários mais tiros nos chefes para derrotá-los.
Super Mario Party Jamboree
Um jogo de tabuleiro bastante criativo em que Mario e sua turma se reúnem no maior “festival” da franquia até agora. Pense na jogabilidade de um Banco Imobiliário ou Monopoly, mas o foco aqui são a tonelada de minigames inéditos, o objetivo continua sendo acumular estrelas e, claro, testar o limite da paciência dos seus amigos em cada rodada. É a pedida certa para aquelas reuniões de família que precisam de um pouco mais de adrenalina.
Fall Guys
O jogo que foi hit na pandemia e que, até hoje, mantém uma base de “feijõezinhos” fiéis e competitivos. Pense nas Olimpíadas do Faustão em versão digital, trocando as pessoas de lycra por bonecos coloridos e desastrados que mal conseguem parar em pé. Jogar em dupla ou em squad adiciona uma camada extra de tensão: você não depende só de si, precisa que seu parceiro também sobreviva às provas de lógica, aos martelos giratórios e ao famigerado “pula-pula” para que o time se classifique.
É um festival de empurra-empurra, gente tentando te jogar no slime e aquela torcida frenética quando você já foi eliminado e fica assistindo seu amigo tentar garantir a coroa para a equipe. Um caos colorido que diverte e irrita na mesma medida.









