O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (7) a realização de exames médicos e avaliações clínicas do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro no Hospital DF Star, em Brasília. A liberação ocorre após a defesa relatar que Bolsonaro sofreu uma queda dentro da cela onde está custodiado na Superintendência da Polícia Federal.
Segundo o pedido apresentado pelos advogados, o ex-presidente teria batido a cabeça durante o acidente, o que levantou suspeita de traumatismo. A defesa sustenta que, diante do histórico clínico considerado delicado, a situação exigiria atendimento especializado fora da unidade prisional, a fim de afastar riscos imediatos à saúde do custodiado.
Na decisão, Moraes ressaltou que a Polícia Federal será responsável por todo o deslocamento e pela segurança durante a permanência no hospital. O ministro determinou que a condução ocorra sem exposição pública, com entrada e saída pelas áreas internas da unidade hospitalar, como forma de evitar aglomerações ou incidentes.
O despacho também estabelece que a PF deverá alinhar previamente os detalhes logísticos com a direção do Hospital DF Star, sob responsabilidade do médico Allison Bruno Barcelos Borges. Durante a realização dos exames, Bolsonaro permanecerá sob vigilância constante e deverá retornar à Superintendência da Polícia Federal assim que os procedimentos forem concluídos.
A autorização leva em consideração o acompanhamento médico recorrente do ex-presidente nos últimos anos. Entre o fim de 2025 e o início de 2026, Bolsonaro ficou internado no mesmo hospital para a realização de sua oitava cirurgia desde o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018. O procedimento mais recente foi voltado à correção de uma hérnia inguinal.
Além disso, no mesmo período, o ex-presidente passou por intervenções no nervo frênico, indicadas para o tratamento de crises persistentes de soluços. O histórico foi citado pela defesa como fator agravante diante do novo episódio relatado à Justiça.









