Com os pais os filhos aprendem a enxergar a vida

Uma reflexão sobre infância, valores familiares e o papel dos pais como referência para os filhos.

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Crianças em brincadeiras simples de outros tempos, lembrança de quando a infância cabia no quintal e os pais eram o principal espelho da vida.
Crianças em brincadeiras simples de outros tempos, lembrança de quando a infância cabia no quintal e os pais eram o principal espelho da vida. Foto: Freepik

Do nascimento até o início da adolescência os pais são os principais modelos e as principais referências dos filhos. Com os genitores eles aprendem a enxergar a vida, notadamente por imitação. O filho quer-se espelhar no pai, e a filha, na mãe. Tendência normal.

Portanto, é muito grande a responsabilidade dos progenitores pela formação de sua descendência, que será, no futuro, a responsável pela preservação dos bons costumes, da boa e eficiente formação e preservação da família e da sociedade, e pelos atos de governo, seja na área pública seja na da atividade privada.

Sabe-se que a principal atividade das crianças são as brincadeiras, as quais são responsáveis por estimular o desenvolvimento do intelecto infantil e da coordenação motora, assim como de diversos outros aspectos importantes para o seu aprimoramento pleno, enquanto ser humano útil à sociedade e ao país.

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, uma pessoa é considerada criança do nascimento até os 12 anos incompletos. Dos 12 anos completos até os 18 incompletos o ser humano é considerado adolescente. Completados que sejam os 18 anos, aí, sim, passa a ser jovem e adulto.

Hoje em dia, mesmo na zona rural não é fácil encontrar uma criança e muito menos um adolescente que não saiba lidar um celular. Se não possuem um aparelho, dão um jeitinho e acabam utilizando os smartphones dos pais e familiares, para ver vídeos, jogos, ouvir música, trocar mensagens, namorar e fofocar. É a geração do celular.

As crianças de hoje vêm ao mundo em plena vigência da era eletrônica, com os seus avanços, com a disponibilidade de serviços e com a fantasia dos brinquedos que tanto encantam a meninada.

No entanto, percebe-se, com isso, que as famílias vêm encontrando enormes dificuldades para controlar o uso exagerado desse objeto fantástico, na tentativa de fazer com que o tal celular não se torne um substituto de outras brincadeiras sadias e outras atividades educativas para os seus filhos.

O grande perigo é que por ser uma conquista considerada ainda recente, os adultos não aprenderam a distinguir e a definir o uso correto e adequado do aparelho celular, especialmente para os seus filhos. Como ensinar a alguém uma coisa que a gente não sabe ou não domina muito bem? É princípio geral que ninguém consegue dar aquilo que não tem.

Alguns pais até colaboram para que o uso desmedido do celular possa se transformar em vício. Vem a pergunta: É saudável permitir que a criança tome refeição sentada à mesa com o aparelho celular ligado à sua frente, às vezes deixando de comer para rir a valer dos desenhos ali exibidos? Não seria melhor ensiná-los que cada coisa a seu tempo? Um momento para tomar refeição, outro para brincar?

Diferente da realidade vivida pelos meninos, meninas e adolescentes de uns bons tempos atrás, os da geração anterior, bem mais antiga.

Naquele tempo (meados do século passado), todo moleque do interior que se prezava possuía um canivete, um estilingue, uma capanga para a munição, um bom pião e um monte de cordão no bolso.

Terminado o horário da escola, mal dava tempo de almoçar e a turma já saía de fininho, para a principal aventura do restante do dia com a molecada: a caçada de passarinhos.

Conta o menino Quinca (menino naquele tempo, hoje, já descendo a ladeira, como dizia meu pai) que aquela tarde para ele era especial, e por isso não queria a companhia de nenhum invejoso. Ia sozinho. Estilingue novo no pescoço, feito colar. Diferente daquela atiradeira confeccionada a toque de machado e toda arrebentada, que o acompanhava há tempo. Mas uma novinha em folha, que seu primo lhe trouxera de presente. Forquilha de goiabeira, ainda cheirando nova, bem triangulada; borrachas aparadas com muito cuidado e protetor de munição, trabalhado em sola batida e macia, para melhor impulsionar a bala de pedra boa, escolhida a dedo.

Ele sempre foi bom no estilingue. Lá na sua casa era ele quem matava frango para sua mãe cozinhar na panela. Uma pedrada só e a cabeça do bichinho rolava. Ele se sentia orgulhoso e autossuficiente.

E o que dizer dos avós de cabelos pretos?

Pois é, no passado, era raro, por que não dizer raríssimo encontrar avós que não fossem depois dos sessenta de idade, já com os cabelos brancos. Quando se desejava referir à idade de alguém, tomava-se por base a conjugação da cor dos cabelos da pessoa e o seu posicionamento no seio familiar.

Dizia-se: “Fulano(a) já deve contar com sessenta ou mais, pois já é até avô(ó)! E veja os cabelos como estão branquinhos!”.

Hoje tudo é muito diferente. Enquanto cresce a média de idade para a humanidade, que há tempos chegava aos sessenta, mas que hoje as estatísticas oficiais mostram que vai além de oitenta, atualmente são encontrados avós com pouco mais de trinta anos de idade, não mais de cabeça branca, mas de cabelos pretos.

A vizinha que se mudou há pouco, aparentava ser muito nova, tinha no colo uma criança. Alguém indagou: “É seu filho?” Ela respondeu: “Não, é meu neto”. Curiosa, a pessoa não conteve nova pergunta: “Mas você é tão jovem!… Quantos anos tem?”. Resposta: “Tive a mãe do meu neto com quinze anos de idade. Hoje tenho trinta e cinco”.

Pois é, o tempo passa, as coisas mudam, o progresso redireciona os costumes, mas a família deve permanecer intacta, enobrecendo a sua origem, preservando os seus mais valiosos objetivos revelados pelo Criador e cultivando os seus mais nobres e intrínsecos valores. Vida que segue!…

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