Por ordem alfabética:
1 – Aava Santiago (PSB)
2 – Adriana Accorsi (PT)
3 – Fátima Gavioli (PSD)
4 – Flávia Morais (MDB)
5 – Lêda Borges (Republicanos)
6 – Magda Mofato (PL)
7 – Marussa Boldrin (Republicanos)
8 – Silvye Alves (UB/PP)
Estas são as candidatas com maior chance de conquistar uma cadeira este ano na Câmara dos Deputados por Goiás.
São 17 vagas em disputa. A avaliação é feita por quem acompanha os bastidores e está atento aos movimentos do voto.
Vida de candidata não é nada fácil, embora eleitoras não faltem. Lúcia Vânia é exemplo de quem teve de lutar mais internamente nos partidos e grupos para conquistar espaço do que pelo voto do eleitor.
Um exemplo a ser seguido, uma referência e inspiração.
Foi eleita deputada federal em 1986 (84.688 votos, 6,62%), 1990 (67.978, 6,78%) e 1998 (69.716, 3,76%).
Ganhou para o Senado em 2002, com 1.057.358 votos (22,81%), e foi reeleita em 2010, com 1.496.559 votos (30,56%).
Disputou o governo em 1994, a Prefeitura de Goiânia em 2000 e novamente o Senado em 2018.
Às candidatas, os partidos prometem recursos fartos, mas nem sempre cumprem. Mal atendem aos 30% do fundo eleitoral.
Estimuladas a saírem candidatas, depois são deixadas à própria sorte, às vezes com objetivo deliberado de derrotá-las. O sistema é bruto com elas.
Não tem jeito: aos partidos importa atender à lei. E, para cumpri-la, geralmente escolhem burlá-la. Querem mulheres candidatas, mas não as querem necessariamente eleitas.
Preferem correr o risco da fraude eleitoral a estimular a presença feminina na legenda e construir candidaturas realmente competitivas.
Para a eleição deste ano, Goiás tem 2.691.700 mulheres aptas a votar, segundo o TRE. Significa 53% do total de eleitores do estado, que é de 5.081.043.
Em 2022, Goiás elegeu 6 mulheres deputadas federais.
1 – Adriana Accorsi, 96.714 votos.
2 – Flávia Morais, 142.155.
3 – Lêda Borges, 51.346.
4 – Magda Mofato, 81.996.
5 – Marussa Boldrin, 80.464.
6 – Silvye Alves, 254.653.
Das oito citadas no início, apenas duas não tentam a reeleição:
1 – Aava Santiago (PSB);
2 – Fátima Gavioli (PSD).
Elas estão em busca do primeiro mandato.
Se as 8 forem eleitas, o índice de mulheres na bancada goiana na Câmara atingirá 47,06%. Próximo dos 53% do eleitorado feminino.
Cabe a pergunta: mulher vota em mulher?
